[NEWS]COMEX – Week 40 | 2026

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Retrospectiva: o que a Week 39 registrou (21 a 27/09/2026)

A semana registrou o fechamento do canal no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu após correnteza e rompimento de três espias. A movimentação marítima também enfrentou pontualidade de 34% na Costa Leste sul-americana. No Brasil, as exportações cresceram 21,5%, enquanto as importações avançaram 9,0% até a terceira semana de setembro.

O período conectou infraestrutura, transporte e ambiente internacional. A capacidade aérea de Navegantes alcançou 27% das importações catarinenses no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, sobretaxas americanas de até 37,5% mantiveram pressão sobre operações brasileiras. A dragagem adicional do canal também permaneceu sob avaliação técnica.

A edição completa, com todos os 15 resumos do período, permanece disponível em: 

[NEWS]COMEX Week 39 | 2026

Introdução

A Week 40 de 2026 teve como eixo a renegociação das condições de acesso aos mercados do comércio exterior brasileiro. Em Milwaukee, durante a reunião ministerial do G20, o Brasil negociou em paralelo com Washington e Bruxelas. Com o USTR Jamieson Greer, os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa acertaram um grupo de trabalho sobre a sobretaxa americana. Com o comissário europeu Maroš Šefčovič, a pauta incluiu a revisão das quotas de aço, processo que terá etapas adicionais em 2027. Com as tarifas do acordo Mercosul-UE reduzidas desde 1º de maio, o bloco absorveu US$ 20,4 bilhões em produtos brasileiros entre maio e agosto. Esse avanço de 23,5% convive, porém, com exigências que deslocam a disputa da tarifa para a comprovação documental de origem. O regulamento europeu contra o desmatamento começa a ser aplicado em 30/12/2026 e cobra geolocalização de cada área fornecedora de madeira. A Argélia liberou o DDG brasileiro, coproduto do etanol de milho com cerca de 30% de proteína. No levantamento do MDIC até a quarta semana de setembro, as vendas externas somaram US$ 30,49 bilhões, 22,2% acima de 2025.

No plano regional, Itajaí sediou em 30/09 a reunião do Condefesa sobre tecnologias de uso dual. A Prefeitura citou o programa das quatro fragatas Classe Tamandaré como demanda por empresas e profissionais qualificados. Na Univali, um debate gratuito sobre o mercado de defesa voltado a micro e pequenas empresas foi marcado para 05/10, às 19h30. Para o Vale do Itajaí, essa agenda abre espaço em engenharia, manutenção, serviços técnicos e logística ligados à Base Industrial de Defesa e Segurança. Mais ao sul, a concessão da ZPE de Imbituba foi apresentada à FIESC em 25/09, com leilão marcado para 04/11/2026. O contrato prevê 35 anos, aporte inicial próximo de R$ 25 milhões e área a cerca de 6 quilômetros do Porto de Imbituba. O Porto de Itajaí segue como hub de referência do Complexo, enquanto a ZPE cria outra plataforma industrial catarinense conectada à BR-101. Também na FIESC, o setor florestal discutiu em 29/09 como PPWR e EUDR alcançam embalagens e madeira vendidas à União Europeia. Para a indústria madeireira de Santa Catarina, o ponto crítico passa a ser mapear fornecedores e coordenadas antes de fechar contratos com compradores europeus. Sem rastreabilidade comprovada até a origem, o importador europeu não consegue concluir a declaração de diligência exigida pelo EUDR.

No mesmo período, o Banco Central colocou em vigor, em 01/10/2026, a Resolução BCB nº 575 sobre contas em moeda estrangeira. A norma permite que exportadoras mantenham no país receitas em divisas, inclusive renminbi, para quitar compras feitas na China. Executivos ouvidos em webinar avaliaram que evitar a dupla conversão reduz custos e a exposição cambial no comércio com a China. A Resolução CGSN nº 194/2026 estendeu até 15/10 o prazo de ingresso no Simples Nacional. A escolha de recolher IBS e CBS pelo regime regular ficou para 30/10, com cancelamento possível entre 03/11 e 20/12/2026. Para fornecedores B2B, essa etapa da reforma tributária no Simples Nacional define quanto crédito chega ao comprador. Os números da Secex mostraram superávit da balança comercial de US$ 6,45 bilhões em setembro, apurado até a quarta semana do mês. Do lado das compras, a importação de máquinas de processamento de dados saltou 245,4%, e a de automóveis de passageiros, 99,5%. Em sentido contrário, a disponibilidade de milho para exportação encolheu, com média diária de embarques 25,7% inferior à de setembro de 2025. A pesquisa da CNI com mais de 1.600 industriais mostrou que 57% já adotam alguma prática de economia circular na indústria. A logística reversa, citada por 26% das companhias, interfere no retorno de embalagens e materiais em operações com fornecedores externos.

Em paralelo, a rejeição por Donald Trump da proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz levou o Brent a US$ 107,30 em 28/09. O WTI acompanhou o movimento e subiu 3,04%, para US$ 95,22, no mesmo pregão. Na logística internacional, esse patamar repercute no custo de combustível no transporte internacional, via sobretaxas de bunker no marítimo e fuel surcharge no aéreo. Na Week 39, o diesel europeu já era negociado com ágio de aproximadamente US$ 95 sobre cada barril de Brent. Eventuais restrições americanas à venda externa de diesel colocam o Brasil, dependente do combustível importado, entre os destinos sob risco. As tarifas de importação dos Estados Unidos mantêm 25% adicionais pela Seção 301, além de 10% ou 12,5% ligados à política sobre trabalho forçado. O grupo de trabalho criado em Milwaukee depende do documento de escopo que o governo americano deve encaminhar sem data definida. Na agenda agropecuária, especialistas reunidos no GAFFFF 2026 apontaram rastreabilidade e certificações como condicionantes crescentes nas mesas de negociação de alimentos. A rastreabilidade na exportação agrícola já alcança proteínas animais e café, segundo os debatedores do encontro. Na mesma linha, a ABIEC associou produtividade 183% maior e área de pastagem 20% menor à oferta de carne com menor impacto ambiental. Eduardo Leão de Sousa, da UNICA, citou mais de 70 países com etanol misturado à gasolina como espaço para a sustentabilidade agropecuária no exterior.

Consequentemente, o documento de escopo esperado do USTR é o primeiro vetor capaz de alterar o adicional de 25% aplicado a produtos brasileiros. Até sua chegada, exportadores de setores alcançados pela Seção 301 seguem sem previsibilidade para contratos de médio prazo com compradores americanos. A alíquota da CBS de 2027, a definir pelo Senado até 15/12, condiciona os cancelamentos no Simples. Na União Europeia, o EUDR fixa 31/12/2020 como data de corte e 30/12/2026 como início da aplicação para grandes e médias empresas. Esse calendário pressiona a cadeia de suprimentos de madeira, que precisa reunir coordenadas, histórico de uso do solo e documentação trabalhista. Na siderurgia, a revisão europeia das quotas de aço terá novas etapas em 2027, o que mantém em aberto o volume acessível ao Brasil. O petróleo acima de US$ 100 por barril mantém o frete pressionado enquanto Ormuz não se normaliza. No câmbio, a Resolução BCB nº 575 inaugura em outubro de 2026 a gestão de caixa diretamente em divisas pelas exportadoras. Para o comércio exterior de Santa Catarina, o leilão da ZPE de Imbituba em 04/11 completa a lista de marcos do trimestre. Nas contas nacionais, o MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões em 2026, resultado que dependerá da evolução desses vetores.

“FIESC discute novas regras europeias para embalagens e produtos de base florestal”

Publicado: 27/09/2026

Trilha de chão entre árvores altas em uma floresta verde, com caminho sinuoso e vegetação densa ao redor, ideal para fotos de natureza e ecoturismo.
Setor florestal conhece regras para exportação à UE em seminário da FIESC.

PPWR e EUDR entram em pauta em encontro marcado para 29 de setembro

📋 A FIESC promove reunião sobre PPWR e EUDR em 29 de setembro de 2026, com participação de especialistas e representantes da indústria.

Para exportadores catarinenses, o PPWR estabelece requisitos sobre materiais, reciclabilidade, reutilização e resíduos. O EUDR exige comprovação de origem para determinados produtos e matérias-primas.

A agenda concentra exigências que alcançam embalagens e cadeias de base florestal destinadas à União Europeia. Empresas exportadoras podem revisar seus processos à luz dos requisitos apresentados. Revise.

“Petróleo sobe quase 3% após Trump rejeitar proposta do Irã”

Publicado: 28/09/2026

Foto de um equipamento de bombeio de petróleo (bomba de extração) ao pôr do sol, com silhuetas de árvores ao fundo e céu alaranjado, indicando exploração de óleo e gás.
Origem da imagem: G1

Brent é cotado a US$ 107,30 por barril e WTI sobe 3,04%

🌍 Em 28 de setembro de 2026, o Brent foi cotado a US$ 107,30 por barril, alta de 2,86% às 12h06 GMT. No mesmo horário, o WTI avançava 3,04%, para US$ 95,22. A alta ocorreu depois que Donald Trump confirmou a rejeição da proposta apresentada pelo Irã durante a Assembleia-Geral da ONU para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.

Para quem importa, exporta ou transporta, a valorização do petróleo pode elevar custos de combustíveis, transporte e produção. Esse efeito chega pelas sobretaxas de combustível no frete marítimo e aéreo e pelo diesel no rodoviário. O diesel europeu também registrou, na semana anterior, prêmio de cerca de US$ 95 por barril sobre o Brent.

O déficit de oferta permanece no mercado, embora os fluxos pelo Estreito de Ormuz devam alcançar cerca de 7,4 milhões de barris por dia em setembro. A possibilidade de restrições americanas às exportações de diesel adiciona um risco para destinos como o Brasil. Revise.

“MDIC divulga balança comercial da 4ª semana de setembro de 2026”

Publicado: 28/09/2026

Exportações somam US$ 30,49 bilhões e importações, US$ 24,04 bilhões no período

📈 Na apuração atualizada em 28 de setembro de 2026, as exportações somaram US$ 30,49 bilhões, alta de 22,2% sobre setembro de 2025. O saldo chegou a US$ 6,45 bilhões, com crescimento de 151,1%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 54,52 bilhões.

Na indústria de transformação, as exportações cresceram 13,8% e alcançaram US$ 15,62 bilhões, enquanto as importações avançaram 6,8%. Entre as compras externas, veículos automóveis de passageiros cresceram 99,5%, e máquinas de processamento automático de dados, 245,4%.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as exportações cresceram 11,5%, para US$ 281,34 bilhões, e as importações avançaram 6,0%, para US$ 219,57 bilhões. A leitura conjunta desses fluxos ajuda a revisar premissas de compras e vendas externas. Compare.

“Concessão da ZPE de Imbituba entra na reta final”

Publicado: 29/09/2026

Vista aérea de uma área rural com campos e plantações, estrada ao centro e um complexo industrial com galpões e pátio de cargas, ao fundo montanhas sob céu azul.
Área tem cerca de 60 hectares de área e mais 41 hectares de expansão, e fica próxima à BR-101 e a cerca de 6 quilômetros do Porto de Imbituba. Foto: ASCOM/SEF

Leilão previsto para 4 de novembro inclui contrato de 35 anos e aporte inicial de R$ 25 milhões

⚓ O leilão está previsto para 4 de novembro, com contrato de 35 anos e investimento inicial de cerca de R$ 25 milhões. A proposta foi apresentada à FIESC em 25 de setembro de 2026.

A estrutura ficará próxima à BR-101 e a cerca de 6 quilômetros do Porto de Imbituba. A integração poderá conectar a produção industrial à movimentação de cargas pelo terminal, conforme descrito na matéria.

A preparação operacional pode considerar a localização da estrutura e sua conexão com o terminal portuário. Também vale acompanhar os investimentos previstos e o modelo de ocupação dos lotes. Mapeie.

“Prazo para empresas optarem por Simples é adiado para 15 de outubro”

Publicado: 29/09/2026

Calculadora financeira com notas de dinheiro brasileiro e moeda de 1 real ao fundo, em cenário de finanças e orçamento.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Opção pelo Simples vai até 15/10 e escolha do IBS/CBS pelo regime regular, até 30/10

📋 A opção pelo Simples Nacional para 2027 poderá ser solicitada até 15 de outubro de 2026, depois que o CGSN prorrogou o prazo que terminaria em 30 de setembro. A Resolução CGSN nº 194/2026, publicada em 28 de setembro em edição extra do DOU, também prorrogou outro prazo: as empresas optantes têm até 30 de outubro para escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular no primeiro semestre de 2027.

Para empresas que vendem a outras empresas, a escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode afetar créditos tributários, preços e fluxo financeiro. Quem não fizer a opção até 30/10 segue com os dois tributos dentro do Simples entre janeiro e junho de 2027.

As opções poderão ser canceladas, em caráter irretratável, entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026. A preparação exige simular os dois cenários, revisar sistemas e emissão de notas fiscais e planejar o caixa. A NFS-e nacional passa a ser obrigatória para optantes em 1º de novembro. Revise.

“Exportação para a UE exige atenção a toda a cadeia produtiva”

Publicado: 30/09/2026

Mãos de trabalhador com luvas de proteção ajustando ripas de madeira em uma área de galpão, com caixas ao fundo e ambiente logístico em foco
Reunião da FIESC abordou novas regulamentações europeias e os impactos para a indústria. Foto: Adobe Stock.

EUDR requer dados georreferenciados e documentos de conformidade até 30 de dezembro de 2026

📋 Com aplicação prevista para 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas, o EUDR exige comprovação de origem sem desmatamento após 31 de dezembro de 2020. A regra requer coordenadas geográficas, histórico de uso do solo e documentos ambientais, fiscais e trabalhistas para produtos de madeira destinados à União Europeia. Micro e pequenas empresas têm até 30 de junho de 2027. A exceção são as que já operam com produtos de madeira cobertos pelo antigo Regulamento da Madeira, que seguem o prazo de 2026.

Para exportadores, a exigência amplia a necessidade de integrar fornecedores, documentos e procedimentos de rastreabilidade antes das operações destinadas ao mercado europeu. A declaração cabe ao operador que introduz o produto no mercado europeu, mas depende de dados fornecidos pelos demais elos da cadeia.

A preparação inclui mapear fornecedores, organizar documentos, levantar coordenadas e estruturar procedimentos de rastreabilidade. Certificações florestais não substituem os documentos exigidos pelo EUDR. Antecipe.

“Reunião Brasil-União Europeia sobre temas comerciais - Comunicado conjunto MRE-MDIC”

Publicado: 30/09/2026

Três homens de terno e gravata posam ao lado de um banner do evento “MILWAUKEE 2026”, em ambiente interno com janelas e cortinas ao fundo.
Foto: Jéssica Prado - ASCOM/MDIC

Quotas siderúrgicas passam por revisão com etapas adicionais em 2027

📋 Em 30/09/2026, Brasil e Comissão Europeia trataram de restrições ao aço e da revisão das quotas siderúrgicas. O processo estava em andamento e teria etapas adicionais em 2027.

Para exportadores de aço, mudanças nas quotas podem alterar o acesso ao mercado europeu. Isso exige acompanhar a alocação disponível antes de definir embarques e compromissos comerciais.

A revisão permanece em andamento, enquanto o comunicado registra potencial impacto positivo para o Brasil. Revise a exposição às quotas aplicáveis e alinhe o planejamento de embarques ao processo europeu. Antecipe.

“Argélia abre mercado a insumo de ração do Brasil”

Publicado: 30/09/2026

Bezerros em um curral de manejo com comedouros fechados de metal e área de estrada de chão ao fundo, em ambiente rural.
Alimentação de bovinos: produto é alternativa nutritiva a farelo de soja e de milho

Argélia autoriza importação de DDG com teor de aproximadamente 30% de proteína

📋 A Argélia autorizou a importação de DDG produzido no Brasil, com o anúncio da abertura realizado em 29 de setembro de 2026.

A autorização cria uma nova possibilidade de destino para exportadores brasileiros de DDG, subproduto do etanol de milho usado na alimentação de bovinos e aves. O produto tem teor de aproximadamente 30% de proteína e pode substituir farelos de soja e milho.

O novo acesso comercial permite avaliar operações destinadas à Argélia conforme as condições aplicáveis ao produto. Revise os requisitos da operação e a documentação antes de avançar. Revise.

“Reunião presencial Brasil-EUA sobre temas comerciais”

Publicado: 30/09/2026

Foto de três autoridades em frente a um painel do evento “G20 Milwaukee 2026”, com as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil ao lado, em ambiente de conferência.
Foto: Jéssica Prado / MDIC

Brasil e EUA acordam criação de Grupo de Trabalho sobre questões tarifárias e não tarifárias

📋 Em 30/09/2026, os ministros Mauro Vieira (MRE) e Márcio Elias Rosa (MDIC) reuniram-se em Milwaukee com o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, à margem da Reunião de Ministros do Comércio do G20. Os dois países acordaram criar um Grupo de Trabalho para discutir temas ligados a um possível acordo.

Segundo o MDIC, a reunião foi construtiva, e os dois lados manifestaram disposição de trabalhar de forma célere em busca de um entendimento. O governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com proposta para o escopo dos trabalhos, incluindo questões tarifárias e não tarifárias.

Para importadores e exportadores, o comunicado não altera as condições atuais de acesso ao mercado bilateral, mas estabelece o canal por onde eventuais mudanças devem passar. Empresas com operações bilaterais devem acompanhar a proposta americana e avaliar seus efeitos sobre custos e condições comerciais. Acompanhe.

“Regra do BC para contas em moeda estrangeira abre espaço ao renminbi”

Publicado: 30/09/2026

Resolução 575 autoriza exportadoras a manter valores recebidos em divisas no Brasil

📋 A Resolução BCB nº 575 passou a valer em 1º de outubro de 2026 e autorizou exportadoras a manter contas em divisas no Brasil.

A mudança permite conservar valores recebidos em renminbi e usá-los no pagamento de importações da China, sem conversão imediata para reais.

Menos conversões podem reduzir custos nas operações bilaterais, segundo executivos ouvidos no webinar. A gestão de recebimentos e pagamentos na mesma moeda também pode reduzir exposição cambial. Revise.

“Brasil e EUA criam grupo específico para negociar tarifaço”

Publicado: 30/09/2026

Pátio com vários contêineres de carga empilhados em um porto, com céu nublado e chão de pavers, mostrando cores variadas e identificação nos volumes
Contêineres (foto: Markus Distelrath, Pixabay)

Tarifa de 25% da Seção 301 e sobretaxa de 10% ou 12,5% seguem em discussão

⚓ Em 30 de setembro de 2026, Brasil e Estados Unidos decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as tarifas aplicadas por Washington a produtos brasileiros. O anúncio ocorreu após reunião em Milwaukee, à margem do encontro de ministros do Comércio do G20.

O tarifaço em discussão reúne duas medidas anunciadas pelos EUA em julho. A primeira é uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, com base na Seção 301. A segunda é uma sobretaxa de 10% ou 12,5% para países enquadrados na política norte-americana sobre trabalho forçado. Segundo o Mdic, as duas alcançam parcelas das exportações brasileiras e permanecem aplicadas enquanto as negociações avançam.

O próximo movimento será a apresentação, pelos EUA, de uma proposta para definir o escopo das tratativas. Exportadores devem acompanhar os temas incluídos no documento e avaliar a exposição de seus produtos a cada uma das medidas. Mapeie.

“Itajaí recebe reunião da CONDEFESA para discutir tecnologias e desenvolvimento da Indústria de defesa”

Publicado: 30/09/2026

Palestrante em pé apresentando em auditório lotado, enquanto um telão exibe o tema “Reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa” e data de 30 de setembro, em evento corporativo
Foto: Prefeitura de Itajaí

Quatro fragatas Classe Tamandaré integram projeto naval citado em encontro realizado em Itajaí

🏭 O Condefesa reuniu representantes do poder público, indústria, instituições e empresas em Itajaí, em 30 de setembro de 2026. O encontro discutiu tecnologias de uso dual e mobilização nacional.

A aproximação pode ampliar a participação de empresas catarinenses em cadeias ligadas à defesa e segurança. O programa das quatro fragatas Classe Tamandaré também demanda empresas e profissionais qualificados, segundo a Prefeitura.

Empresas interessadas nesse mercado devem identificar competências aplicáveis ao uso dual e acompanhar as articulações locais sobre a proposta de legislação municipal. A preparação antecipada ajuda a avaliar oportunidades de integração à cadeia produtiva. Mapeie.

“57% das empresas industriais adotam técnicas de economia circular, revela pesquisa da CNI”

Publicado: 01/10/2026

Equipe de coleta seletiva separando materiais recicláveis em uma esteira, com trabalhadores usando luvas e aventais durante o processo de triagem no centro de reciclagem.
Estudo mostra que a reciclagem é a prática mais difundida na indústria brasileira, adotada por uma em cada três companhias

Reciclagem registra 32% de adesão; logística reversa fica em 26%

🏭 Em 01/10/2026, a CNI informou que 57% das empresas industriais adotavam ao menos uma prática de economia circular. A pesquisa ouviu mais de 1.600 industriais em todo o país.

A reciclagem aparece em 32% das companhias, enquanto logística reversa de produtos e embalagens chega a 26%. Para operações de comércio exterior, esses fluxos podem afetar compras, retorno de materiais e critérios de fornecedores.

A redução de custos operacionais é apontada por 40% como principal benefício, mas 46% não sabem medir o impacto no faturamento. Avalie indicadores de custo e retorno. Meça.

“Milho: consumo interno cresce e reduz disponibilidade para exportação”

Publicado: 02/10/2026

Espigas de milho amarelo e recém-colhidas, deitados em feixes sobre uma bancada, com folhas e palha ao redor, em cenário de colheita e venda no campo.
Foto: Canva

Embarques somam 4,6 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro

📈 Em 2 de outubro de 2026, os embarques brasileiros de milho somaram 4,6 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro. A média diária ficou 25,7% abaixo da registrada em setembro de 2025.

O avanço da demanda doméstica, associado à maior disputa pelo cereal, reduziu a disponibilidade para vendas externas. Entre julho e agosto de 2026, as exportações somaram 6,59 milhões de toneladas, 28,9% abaixo do mesmo período de 2025.

A perda de ritmo dos embarques exige atenção à oferta disponível para compromissos internacionais. Para operações que dependem do cereal, vale acompanhar volumes e disponibilidade antes de definir novos embarques. Mapeie.

“Exportações batem recorde, mas Brasil e UE ainda esperam ampliar comércio”

Publicado: 02/10/2026

Navio petroleiro de grande porte navegando no mar ao fundo em uma cena com água calma e iluminação crepuscular, com casco vermelho e estrutura branca ao longo do convés.
O navio-tanque M/T Charminar em Terneuzen • O petroleiro M/T Charminar navega nas proximidades de Terneuzen, na Holanda, em 3 de setembro de 2023. O M/T CHARMINAR foi identificado em um relatório da Marisk como um dos cinco petroleiros de petróleo bruto ligados ao Irã que, segundo relatos, teriam ficado inoperantes devido a ataques dos EUA em 8 de setembro de 2026. Alex van Herrewege/Divulgação via REUTERS

Entre maio e agosto, vendas ao bloco somam US$ 20,4 bilhões, alta de 23,5%

📋 Entre maio e agosto, as vendas ao bloco somaram US$ 20,4 bilhões, alta de 23,5% sobre o mesmo período de 2025. O acordo Mercosul-UE estava em vigor provisoriamente desde 1º de maio de 2026.

Para importadores e exportadores, a redução ou eliminação de tarifas pode ampliar a circulação de produtos entre os mercados. Máquinas, equipamentos, veículos, medicamentos e outros bens europeus passaram a ter tarifas reduzidas no Mercosul.

A implementação gradual das regras mantém oportunidades ainda não utilizadas em avaliação pelas empresas dos dois lados. Para operações com o bloco, vale revisar produtos alcançados pelas mudanças tarifárias e suas condições de acesso. Revise.

“Geopolítica amplia pressão comercial no agro e requer estratégia do Brasil”

Publicado: 02/10/2026

Contêineres marítimos coloridos empilhados em um pátio de logística, com destaque para um contêiner azul e amarelo com bandeira do Brasil e inscrição “ORDEM E PROGRESSO”.
Mesmo com o tarifaço, as vendas brasileiras de carne para os EUA aumentaram em agosto e no acumulado de 2026 • Imagem gerada por IA

Rastreabilidade e certificações entram nas negociações de alimentos

📋 Rastreabilidade, certificações e exigências sanitárias e ambientais passam a integrar as relações comerciais do agronegócio, segundo especialistas reunidos no GAFFFF 2026.

Para exportadores, novas exigências podem elevar custos e exigir estruturas capazes de comprovar origem e condições de produção. A rastreabilidade de proteínas animais e do café foi citada como exemplo.

A avaliação apresentada defende maior coordenação entre governo e iniciativa privada para combinar negociação comercial, atuação institucional e atendimento às exigências internacionais. Estruture.

“Itajaí sedia debate sobre o polo da base industrial de defesa e segurança”

Publicado: 02/10/2026

Foto aérea de uma planta industrial com pavilhões metálicos e tanques, cercada por vegetação e bairros residenciais, com vista de um porto e cidade ao fundo.
Foto: Secom

Encontro gratuito na Univali foi marcado para 5 de outubro, com foco em micro e pequenas empresas

📋 Um encontro gratuito na Univali foi marcado para 5 de outubro de 2026, às 19h30, com foco em oportunidades para micro e pequenas empresas. A pauta reúne caminhos para integrar negócios à cadeia de fornecedores da Base Industrial de Defesa e Segurança.

A programação inclui tecnologia, serviços, manutenção, engenharia e logística, além das demandas para acessar esse mercado. Para empresas da região, o conteúdo relaciona oportunidades comerciais à participação em cadeias de fornecedores de mercados estratégicos.

A aproximação com esse mercado depende da identificação das demandas e dos caminhos de acesso apresentados no encontro. Empresas interessadas podem avaliar onde suas capacidades se conectam às necessidades do setor. Mapeie.

“Destacar agro sustentável é uma das alavancas para adicionar valor às exportações”

Publicado: 02/10/2026

Mais de 70 países usam etanol misturado à gasolina em diferentes proporções

📈 Em 2 de outubro de 2026, executivos dos setores de proteína animal e sucroenergético discutiram sustentabilidade como alavanca para exportações. Segundo Eduardo Leão de Sousa, mais de 70 países já usam diferentes graus de mistura do etanol na gasolina.

Para exportadores, práticas ambientais e diferenciação de produtos podem agregar valor, enquanto cortes bovinos são direcionados conforme a aceitação em cada mercado citado. A ABIEC informou crescimento de 183% na produtividade e redução de 20% na área de pastagem, associando os dados à produção com menor impacto ambiental.

A busca por descarbonização também abre potencial para o setor sucroenergético, segundo o executivo da UNICA. Recomenda-se reunir evidências de sustentabilidade e adequá-las às exigências e oportunidades de cada mercado externo. Mapeie.

Conclusão

A Week 40 revelou três movimentos com efeito direto sobre o custo de operar no exterior. Em Milwaukee, Brasil e EUA criaram um grupo de trabalho sem mexer no adicional de 25% da Seção 301. O Brent alcançou US$ 107,30 por barril em 28/09, após a recusa americana à proposta iraniana. Na madeira vendida à União Europeia, o EUDR tornou a geolocalização das áreas fornecedoras requisito de acesso. O primeiro risco corrente é a erosão de margem em vendas já fechadas com compradores americanos. O segundo risco é o repasse do petróleo caro às sobretaxas de combustível do frete.

Por outro lado, a Resolução BCB nº 575 abre um caminho concreto para cortar custo cambial. Exportadoras podem reter receitas em divisas no país para pagar fornecedores estrangeiros sem passar pelo real. Outra oportunidade está no acordo Mercosul-UE, cujas tarifas menores ampliaram em 23,5% as vendas brasileiras ao bloco. Quem importa máquinas e veículos europeus também encontra alíquotas reduzidas no Mercosul. A tendência que permanece é estrutural: tarifa baixa deixou de bastar sem prova documental de cada elo da origem. Essa condição persiste nas negociações com Washington, com Bruxelas e com compradores de alimentos.

Se um comprador exigir prova de origem por fornecedor, em quantos dias sua empresa montaria esse dossiê sem perder o embarque?

A alta do Brent tem origem no conflito no Estreito de Ormuz, tema que o blog da Syndex já analisou sob a ótica das rotas e do custo logístico. Quando combustível e tarifas sobem, são os Incoterms que definem quem arca com cada sobretaxa no contrato. Em rotas expostas a risco geopolítico, o seguro de cargas internacional também ganha peso.

Nas exigências de origem, a rastreabilidade de proteínas, café e DDG se conecta diretamente aos cuidados do transporte internacional de alimentos. Diante do tarifaço americano e das novas regras europeias, vale entender quando contar com uma assessoria aduaneira e como a tecnologia vem transformando o despacho aduaneiro. Os fatos que antecederam esta edição estão reunidos na Week 39.

FAQ da semana

Quais tarifas adicionais os Estados Unidos cobram sobre produtos brasileiros?

Washington mantém duas medidas anunciadas em julho: a Seção 301 sustenta um adicional de 25% sobre determinados itens brasileiros, e a política americana sobre trabalho forçado acrescenta uma sobretaxa de 10% ou 12,5%. Segundo o Mdic, ambas atingem parcelas das exportações brasileiras e seguem aplicadas durante as negociações. Em 30/09/2026, Brasil e EUA decidiram criar um grupo de trabalho em Milwaukee, e o governo americano deverá enviar uma proposta de escopo com temas tarifários e não tarifários.

Por que o petróleo subiu e como isso pode encarecer o frete internacional?

Às 12h06 GMT de 28/09/2026, o barril de Brent valia US$ 107,30, com valorização de 2,86%, depois que Donald Trump confirmou ter rejeitado a proposta do Irã para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. No mesmo horário, o WTI subia 3,04%, a US$ 95,22. Petróleo mais caro pode elevar o custo de combustíveis, transporte e produção. No comércio exterior, o impacto chega ao frete pelas sobretaxas de combustível nos modais marítimo e aéreo, e pelo diesel no rodoviário.

Exportador pode manter dinheiro em moeda estrangeira numa conta no Brasil?

Sim. A Resolução BCB nº 575, em vigor desde 1º de outubro de 2026, permite que exportadoras tenham no país contas em divisas. Com isso, receitas em renminbi podem ser guardadas e usadas para pagar compras feitas na China, sem conversão imediata para reais. Executivos ouvidos em webinar avaliaram que menos conversões podem reduzir custos e exposição cambial.

Qual o prazo para entrar no Simples Nacional em 2027?

O pedido de opção pelo Simples Nacional para 2027 pode ser feito até 15 de outubro de 2026, conforme a Resolução CGSN nº 194/2026. Também até 30 de outubro de 2026, empresas já optantes podem decidir se pagarão IBS e CBS fora do Simples, pelo regime regular, entre janeiro e junho de 2027. O cancelamento dessas opções, sem possibilidade de volta, poderá ser pedido de 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026.

Quando a regra europeia contra desmatamento passa a valer para quem exporta madeira?

Grandes e médias empresas terão de cumprir o EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026, e micro e pequenas, a partir de 30 de junho de 2027. A exceção vale para micro e pequenas que já trabalham com madeira abrangida pelo antigo Regulamento da Madeira, sujeitas ao prazo de 2026. O exportador precisa comprovar que a matéria-prima não vem de área desmatada após 31 de dezembro de 2020, reunindo documentação ambiental, fiscal e trabalhista, além de coordenadas geográficas e histórico de uso do solo. Certificações florestais não dispensam essa documentação.

Como ficou a balança comercial brasileira em setembro de 2026?

Até a quarta semana de setembro de 2026, o Brasil acumulava superávit de US$ 6,45 bilhões, segundo apuração atualizada em 28 de setembro. As exportações chegaram a US$ 30,49 bilhões, 22,2% acima de setembro de 2025. A corrente de comércio, por sua vez, somou US$ 54,52 bilhões, com importações de US$ 24,04 bilhões.

Quando será o leilão da ZPE de Imbituba e quais as condições do contrato?

Previsto para 4 de novembro, o leilão da ZPE de Imbituba oferece contrato de 35 anos, com aporte inicial de cerca de R$ 25 milhões. A FIESC recebeu a apresentação da proposta em 25 de setembro de 2026. Com cerca de 60 hectares e mais 41 hectares para expansão, a área está a cerca de 6 quilômetros do Porto de Imbituba, perto da BR-101.

Como pequenas empresas podem entrar na cadeia de fornecedores da indústria de defesa?

Em Itajaí, o Condefesa reuniu em 30 de setembro de 2026 poder público, indústria, instituições e empresas para discutir tecnologias de uso dual e mobilização nacional. Segundo a Prefeitura, o programa das quatro fragatas Classe Tamandaré demanda empresas e profissionais qualificados. Um encontro gratuito na Univali foi marcado para 5 de outubro, às 19h30, com foco em micro e pequenas empresas e temas como tecnologia, serviços, manutenção, engenharia e logística.

Que mudanças estão previstas para a infraestrutura ferroviária de cargas no Brasil?

A malha regulada pela ANTT soma cerca de 30,6 mil quilômetros em operação, distribuídos em 13 concessões. Projetos em andamento podem acrescentar mais de 1,7 mil quilômetros, criando alternativas futuras de capacidade para cargas.

[NEWS]COMEX

Balança Comercial

Atualizado em 08/09/2026

Comércio Exterior Brasileiro – US$ bilhões (FOB)

 
33,2 25,8 58,9 + 7,4
Exportação
Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Agosto/2026
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