[NEWS]COMEX – Week 41 | 2026

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Retrospectiva: o que a Week 40 registrou (28/09 a 04/10/2026)

A semana registrou novas negociações entre Brasil e Estados Unidos, sem alteração do adicional de 25% aplicado pela Seção 301. Também confirmou petróleo em US$ 107,30 por barril, ampliando pressões sobre custos logísticos. Na Europa, o EUDR manteve 30/12/2026 como marco para novas exigências documentais. O Porto de Itajaí permaneceu inserido nessa agenda regional de comércio exterior.

O fio condutor foi a crescente necessidade de adaptação das empresas diante de barreiras comerciais, custos externos e exigências de comprovação. As mudanças alcançaram negociações internacionais, cadeias produtivas e decisões operacionais. A edição também reuniu movimentos relevantes para empresas catarinenses conectadas ao comércio exterior.

A edição completa, com todos os 18 resumos do período, permanece disponível em: [NEWS]COMEX Week 40 | 2026

Introdução

A Week 41 de 2026, correspondente ao período de 05 a 11 de outubro, reuniu indicadores que conectam infraestrutura portuária, custos internacionais e mudanças regulatórias. No Brasil, o superávit comercial de US$ 7,741 bilhões em setembro contrastou com restrições tarifárias que atingiram diferentes cadeias exportadoras. A Organização Mundial do Comércio (OMC) elevou para 3,9% sua projeção de crescimento das mercadorias comercializadas globalmente em 2026. Paralelamente, o petróleo Brent alcançou US$ 104,28 por barril em 08 de outubro, adicionando pressão aos custos associados ao transporte. Em Santa Catarina, as importações totalizaram US$ 3,15 bilhões em setembro, enquanto as exportações estaduais alcançaram US$ 1,08 bilhão. Os resultados mostram que o comércio exterior combina oportunidades de expansão com alterações relevantes nas condições de acesso aos mercados. A trajetória dos indicadores nacionais coexistiu com mudanças específicas nas operações portuárias e nas regras aplicáveis à importação. Para empresas dependentes de logística internacional, distinguir tendências gerais de restrições setoriais tornou-se essencial para interpretar os dados publicados. A Week 41 também evidenciou diferenças entre o desempenho agregado das exportações e os resultados obtidos por produtos e destinos comerciais.

No plano regional, o Porto de Itajaí movimentou 3.501.781 toneladas entre janeiro e agosto de 2026, acompanhado por 326.284 TEUs. A estrutura operacional contava com 37 linhas marítimas, oferecendo conexões para mercados da Ásia, América, Europa, África e Mercosul. Esse conjunto de serviços amplia as alternativas de conexão internacional, embora o planejamento dos embarques dependa das características de cada rota. Em Navegantes, a espera média de porta-contêineres chegou a 5 dias entre 30 de setembro e 06 de outubro. A Kuehne+Nagel classificou operações com médias superiores a 4 dias como fortemente afetadas, destacando a relevância dos tempos de fundeio. A retenção pode postergar a chegada de mercadorias às fábricas e comprometer janelas de entrega previstas para exportações. Em Santa Catarina, outra frente de infraestrutura avançou com a conclusão de 8,8 quilômetros de faixa de areia em Itapoá. O projeto associado à dragagem da Baía da Babitonga envolveu cerca de 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos e investimento previsto de R$ 333 milhões. Embora localizado em Itapoá, esse empreendimento não corresponde ao Porto de Itajaí e deve ser analisado conforme seus próprios efeitos operacionais.

Além disso, os dados nacionais publicados em outubro dimensionaram o desempenho da balança comercial brasileira e as diferenças entre os fluxos de mercadorias. Em setembro, as exportações somaram US$ 34,418 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 26,678 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 7,741 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 61,09 bilhões, maior valor registrado para setembro na série histórica citada. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para US$ 84,4 bilhões a estimativa de superávit brasileiro para 2026. Em Santa Catarina, as compras externas cresceram 6,99% na comparação anual, enquanto as aquisições originárias dos Estados Unidos recuaram 9,2%. A China respondeu por 42,7% das importações catarinenses, evidenciando a relevância da composição geográfica dos fornecedores. No campo regulatório, a Resolução Gecex nº 963 estabeleceu alíquotas de 9% a 20% para 26 produtos químicos e polímeros. As novas tarifas de importação de químicos ficaram definidas para o intervalo de 17 de outubro de 2026 a 16 de outubro de 2027. O cronograma do Siscomex também incluiu 10 de dezembro de 2026 como marco de desligamento da DI para operações abrangidas, condicionado às validações pertinentes.

Por outro lado, as condições externas combinaram perspectivas de crescimento comercial com riscos geopolíticos e mudanças no custo dos insumos energéticos. A OMC elevou de 1,9% para 3,9% a projeção de expansão do comércio mundial de mercadorias em 2026. No primeiro semestre, o volume global de bens avançou 3,5%, com semicondutores e servidores respondendo por 47% do crescimento registrado. A projeção para o comércio de serviços seguiu direção oposta, com revisão de 4,8% para 3,3% no mesmo horizonte anual. Os investimentos em inteligência artificial contribuíram para sustentar a perspectiva de demanda por componentes eletrônicos e infraestrutura de dados. Em sentido contrário, o conflito no Oriente Médio prejudicou as perspectivas de viagens e turismo e elevou os custos dos combustíveis. Em 08 de outubro, o Brent fechou a US$ 104,28 por barril, enquanto o WTI alcançou US$ 91,49. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz e a redução da produção offshore norte-americana compuseram o contexto descrito para a alta. Para importadores e exportadores brasileiros, essas variáveis podem repercutir na composição dos custos de transporte e na previsibilidade dos contratos internacionais.

Em paralelo, os dados da Week 41 identificaram pontos concretos para acompanhar nas decisões de importação, exportação e planejamento financeiro. A cota chinesa de carne bovina brasileira atingiu 1,106 milhão de toneladas em 29 de setembro de 2026, conforme os números publicados. Desde outubro, embarques excedentes passaram a enfrentar tarifa adicional de 55%, somada à alíquota de importação de 12%. A incidência total de 67% altera as condições comerciais para volumes destinados à China que ultrapassem o limite informado. Nas exportações catarinenses, a retração de 39,9% das vendas totais aos Estados Unidos, comparadas a setembro de 2024, coexistiu com resultados distintos por produto. Motores e geradores elétricos avançaram 15,3%, enquanto as vendas de carne de aves, carne suína e soja recuaram, respectivamente, 12,4%, 15,6% e 17,4%. No mercado financeiro, o dólar comercial chegou a R$ 5,011 em 07 de outubro, com valorização diária de 0,70%. Essa cotação afeta a formação dos custos de importação e o orçamento de empresas com pagamentos internacionais em moeda estrangeira. Para operações vinculadas à cadeia de suprimentos, a combinação entre câmbio, tarifas, disponibilidade portuária e regras aduaneiras exige avaliações específicas por mercadoria. Os registros da semana delimitam, assim, os principais fatores documentados para revisar custos, rotas, fornecedores e compromissos comerciais.

“Porto de Itajaí movimenta 3,5 milhões de toneladas e ganha força no comércio exterior com alta de 56% nos contêineres”

Publicado: 05/10/2026

Vista aérea de um porto com navios cargueiros, contêineres empilhados e guindastes no cais, com tráfego de caminhões na área portuária.
Porto movimentou 706 mil toneladas a mais e registrou 117 mil TEUs acima do resultado de 2025 (Foto: SECOM, Porto de Itajaí)

Cargas somam 3.501.781 toneladas entre janeiro e agosto de 2026

⚓ Cargas somaram 3.501.781 toneladas entre janeiro e agosto de 2026, enquanto a movimentação alcançou 326.284 TEUs no período. Os volumes superaram os registrados nos oito primeiros meses de 2025.

As 37 linhas mantidas oferecem conexões marítimas para operações de importação e exportação. Em agosto, havia serviços ligados à Ásia, América, Europa, África e Mercosul.

Para operações internacionais, o desempenho recomenda revisar o planejamento de embarques considerando as conexões mantidas e a evolução dos volumes movimentados. Ajuste o planejamento conforme a rota escolhida. Revise.

“Gecex eleva imposto de importação de 26 produtos químicos”

Publicado: 05/10/2026

Trabalhador com capacete de proteção em área industrial com tubulações amarelas e azuis, válvulas e equipamentos de processo ao fundo.
Os novos valores entram em vigor em 17 de outubro; na imagem,Indústria de produtos químicos.

Faixas de 9% a 20% vigoram de 17 de outubro de 2026 a 16 de outubro de 2027

📋 As novas alíquotas para 26 produtos químicos e polímeros variam de 9% a 20% e valem a partir de 17 de outubro de 2026. A Resolução Gecex nº 963 formalizou a mudança.

Para importadores, a alteração muda a tributação incidente sobre os itens alcançados pela resolução. O período de aplicação foi definido até 16 de outubro de 2027, exigindo atenção às operações programadas nesse intervalo.

A recomendação é revisar o tratamento tributário das mercadorias afetadas e atualizar a formação de custos das operações que utilizem esses itens. Antecipe os ajustes necessários antes de 17 de outubro. Revise.

“Porto de São Francisco conclui engordamento de 8,8 km da Praia de Itapoá”

Publicado: 06/10/2026

Vista aérea de uma praia extensa com faixa de areia, mar calmo e cidade à direita, mostrando ruas próximas à orla e vegetação ao fundo
Foto: Gustavo Rotta/PSFS/Divulgação

Dragagem movimenta cerca de 7 milhões de m³ de sedimentos na Baía da Babitonga

⚓ Em 6 de outubro de 2026, a obra concluiu 8,8 quilômetros de faixa de areia em Itapoá. O projeto reaproveitou sedimentos retirados da Baía da Babitonga.

O aprofundamento do canal integra a dragagem que retirou cerca de 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Para navios, a obra prevê eliminar o fundeio intermediário de algumas embarcações.

A dragagem tem investimento previsto de R$ 333 milhões. A estimativa é economizar cerca de R$ 20 milhões por ano para navios que utilizam o porto. Avalie os efeitos sobre seus custos marítimos. Mapeie.

“Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bi em setembro, com exportações em alta”

Publicado: 06/10/2026

Vista aérea de um porto com contêineres coloridos empilhados em navios e guindastes amarelos ao longo do cais, mostrando a movimentação logística e o tráfego de cargas.
Vista aérea de um porto com contêineres coloridos empilhados em navios e guindastes amarelos ao longo do cais, mostrando a movimentação logística e o tráfego de cargas.

Vendas externas registram US$ 34,418 bilhões no mês; compras recuam 2,4% na comparação anual

📈 Em setembro de 2026, as vendas externas brasileiras somaram US$ 34,418 bilhões, enquanto as compras externas chegaram a US$ 26,678 bilhões. O saldo positivo do mês foi de US$ 7,741 bilhões.

O resultado eleva para US$ 62,396 bilhões o saldo acumulado de janeiro a setembro de 2026. Para quem importa ou exporta, a diferença entre os fluxos indica expansão das vendas externas e redução das compras no comparativo anual.

O MDIC revisou para US$ 84,4 bilhões a estimativa do saldo de 2026, ante US$ 90 bilhões anteriormente previstos. Importadores e exportadores devem revisar projeções de custos e receitas à luz dos novos dados. Priorize.

“Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro”

Publicado: 06/10/2026

Vista de um pátio com contêineres empilhados e máquinas de movimentação em um porto, com céu azul e cidade ao fundo.
Vista de um pátio com contêineres empilhados e máquinas de movimentação em um porto, com céu azul e cidade ao fundo.

Operações externas registram US$ 61,09 bi, maior marca histórica para o mês

📈 A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, em 6 de outubro de 2026. O resultado mais que dobrou ante setembro de 2025.

As vendas externas avançaram 12,9%, enquanto as compras no exterior recuaram 2,4%, alterando a composição do fluxo comercial brasileiro. A corrente de comércio somou US$ 61,09 bilhões, maior valor para meses de setembro na série histórica.

Para operações de importação e exportação, a combinação exige atenção à composição setorial e aos mercados de destino, especialmente diante das mudanças projetadas para 2026. Compare seus dados de mercado e produto antes de definir estratégias. Compare.

“Exportações de SC crescem 5,5% em 2026, mas comércio com os EUA encolhe”

Publicado: 07/10/2026

Trabalhador industrial em linha de produção utilizando uma ferramenta elétrica para polir um disco circular de metal marrom, em ambiente de fábrica com máquinas ao fundo.
Foto: Divulgação/WEG

Compras externas somam US$ 3,15 bilhões em setembro em Santa Catarina

📈 Santa Catarina importou US$ 3,15 bilhões em setembro, alta de 6,99% sobre 2025, segundo dados publicados em 07/10/2026.

As compras dos Estados Unidos recuaram 9,2%, chegando a US$ 1,44 bilhão no período. A China elevou sua participação nas importações catarinenses para 42,7%.

Para compras internacionais, a retração dos EUA e o avanço chinês tornam relevante revisar a exposição por origem e produto. Revise contratos e fornecedores conforme a composição registrada. Diversifique.

“Cronograma de Desligamento DI”

Publicado: 07/10/2026

10/12/2026 entra na programação do Siscomex para operações de importação

📋 O Siscomex incluiu 10/12/2026 como nova data de desativação de operações, conforme a versão 28 publicada em 02/10/2026. A efetivação depende de validações do setor privado.

Para importadores, a data exige conferência das operações alcançadas pelo cronograma e dos fluxos de LPCO e Duimp. O registro por DI ficará vedado para as operações abrangidas após o desligamento correspondente.

As datas poderão ser revistas se erros impeditivos inviabilizarem o avanço do cronograma. A recomendação é verificar as operações afetadas e os respectivos requisitos antes do marco previsto. Revise.

“Oferta menor deve amortecer quedas de preços da carne bovina após sobretaxa chinesa”

Publicado: 07/10/2026

Cortes de carne bovina com marmoreio em fatias, sobre uma tábua de madeira, com aparência suculenta e gordura branca evidente, fotografados em fundo escuro.
Carne brasileira começou a receber uma sobretaxa de importação na China Foto: TRILUX FOTOGRAFIAS

Sobretaxa de 55% incide sobre embarques bovinos brasileiros à China acima de 1,106 milhão de toneladas

📈 As exportações brasileiras de carne bovina atingiram a cota chinesa de 1,106 milhão de toneladas em 29 de setembro de 2026. Desde outubro, o volume excedente está sujeito a uma tarifa adicional de 55%, somada à alíquota de importação de 12%, resultando em 67%.

A restrição tarifária pode reduzir a demanda chinesa pela carne brasileira e aumentar a oferta disponível no mercado interno. Segundo Mariana Simões, gerente de Agronegócio do Sistema Faemg Senar, a menor disponibilidade de animais para abate tende a conter quedas acentuadas nos preços, apesar da redução da demanda externa.

A exposição ao mercado chinês exige atenção à destinação dos embarques excedentes e à formação dos preços no mercado doméstico. Importadores, frigoríficos e exportadores devem revisar contratos, volumes e alternativas comerciais considerando a cota atingida e a oferta restrita de animais. Reavalie.

“Exportações de Santa Catarina crescem 2,6% em setembro, mas ritmo desacelera”

Publicado: 07/10/2026

Vendas externas somam US$ 1,08 bilhão em setembro, alta de 2,6% sobre 2025

📈 Em setembro, as vendas externas de Santa Catarina somaram US$ 1,08 bilhão, alta de 2,6% sobre setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, chegaram a US$ 9,5 bilhões, avanço de 5,5%.

A queda de 12,4% na carne de aves, 15,6% na carne suína e 17,4% na soja contrasta com motores e geradores elétricos, que avançaram 15,3%. Para quem exporta, os dados mostram efeitos distintos das tarifas adicionais dos Estados Unidos entre cadeias e produtos.

Na madeira, foram US$ 28,7 milhões vendidos aos Estados Unidos em setembro, enquanto o total destinado ao país caiu 39,9% ante setembro de 2024. A exposição a esse mercado exige acompanhar desempenho por produto e destino. Mapeie.

“Espera de navios em navegantes chega a cinco dias e pressiona cargas do Sul”

Publicado: 08/10/2026

Fundeio médio em Navegantes registra 5 dias entre 30 de setembro e 6 de outubro

⚓ Porta-contêineres destinados a Navegantes ficaram fundeados por média de 5 dias entre 30 de setembro e 6 de outubro. A Kuehne+Nagel classificou a operação como “fortemente afetada” quando a média supera quatro dias.

Para importadores, a retenção atrasa a chegada à fábrica, a presença de carga e o registro da declaração. Na exportação, atrasos alteram a janela de entrega e elevam o risco de rolagem.

A restrição do canal e a ocupação do terminal exigem checagem frequente das condições de cada porto. Para cargas urgentes, consultar o agente antes de definir o porto reduz a exposição a mudanças de embarque. Mapeie.

“Petróleo fecha em alta firme com guerra e queda na produção dos EUA”

Publicado: 08/10/2026

Bomba de extração de petróleo em operação, com grande estrutura metálica enferrujada e haste do poço ao céu claro
Campo de petróleo da Bacia de Permian, no Texas • , EUA, em 11 de junho de 2025. REUTERS/Eli Hartman

Brent registra cotação de US$ 104,28 após ataques no Estreito de Ormuz

📈 Os barris do Brent fecharam a US$ 104,28, com alta de 4,07%, em 08/10/2026. O WTI foi negociado a US$ 91,49, avanço de 3,64%, após ataques a navios no Estreito de Ormuz.

A alta do Brent e do WTI aumenta a exposição de operações internacionais a custos associados ao combustível. Para importadores e transportadores, a oscilação do petróleo exige atenção aos custos logísticos.

A continuidade dos ataques no Estreito de Ormuz mantém a oferta de petróleo sob pressão. A produção offshore dos Estados Unidos foi reduzida por um furacão, exigindo conferência de contratos e custos vinculados ao combustível. Revise.

“OMC aumenta previsão de crescimento do comércio mundial para 3,9% em 2026”

Publicado: 08/10/2026

Placa de fachada do banco WIO OMC com letras metálicas e símbolo em relevo sobre superfície escura, vista externa ao ar livre.
(Foto: REUTERS/Denis Balibouse/File Photo)

Trocas internacionais registram 3,5% no semestre, com semicondutores e servidores em 47% do resultado

📈 A OMC registrou avanço de 3,5% nas trocas mundiais de bens entre janeiro e junho de 2026. A estimativa para 2026 foi elevada para 3,9%.

Para importadores e exportadores, a demanda por componentes eletrônicos e infraestrutura de dados ajuda a sustentar os fluxos de mercadorias. Semicondutores e servidores responderam por 47% do crescimento no primeiro semestre.

A concentração do crescimento em tecnologia torna esses produtos relevantes para projeções de compras e vendas externas. Mapeie.

“OMC eleva para 3,9% previsão de alta do comércio de mercadorias em 2026”

Publicado: 08/10/2026

Grãos de milho armazenados em granel diante de silos e um complexo portuário com navio cargueiro ao fundo, em dia de céu claro.
Imagem criada por inteligência artificial. Fonte Redação Canal Rural

OMC prevê alta de 3,9% nos bens comercializados em 2026 e reduz estimativa de serviços para 3,3%

📈 A Organização Mundial do Comércio (OMC) elevou de 1,9% para 3,9% a projeção de crescimento do volume de mercadorias negociadas globalmente em 2026. A revisão foi publicada em 08/10/2026 e considera investimentos em inteligência artificial acima do esperado.

A expansão prevista para os bens contrasta com a revisão do comércio de serviços, cuja estimativa caiu de 4,8% para 3,3%. Segundo a OMC, o avanço dos investimentos em IA e a maior oferta de combustíveis e fertilizantes por países externos ao Oriente Médio sustentaram a perspectiva para as mercadorias, enquanto o conflito regional prejudicou viagens e turismo e elevou custos de combustíveis.

Para importadores e exportadores, a projeção indica oportunidades associadas ao crescimento do fluxo internacional de bens, mas a entidade mantém o alerta para riscos significativos. A OMC também apontou que uma desaceleração dos investimentos em IA pode afetar o comércio, dada a dependência de importações vinculada a esses aportes. Mapeie.

“Fechamento de mercado: Bolsa cai, e dólar sobe após ajuste pós-eleição”

Publicado: 08/10/2026

Dólar comercial sobe 0,70%, cotado a R$ 5,011, enquanto bolsas internacionais fecham em queda

📈 O Ibovespa encerrou 07/10/2026 em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, enquanto o dólar comercial avançou 0,70%, cotado a R$ 5,011. Segundo a Gazeta Brasil, o pregão refletiu realização de lucros após a valorização das ações associada ao resultado do primeiro turno presidencial.

A oscilação cambial afeta a previsibilidade dos custos de importação e a formação de preços de mercadorias adquiridas no exterior. Para empresas com pagamentos internacionais em moeda estrangeira, a cotação do dólar influencia o planejamento financeiro e a exposição cambial.

Acompanhar a evolução do câmbio e revisar os compromissos de pagamento em moeda estrangeira ajuda a identificar necessidades de proteção financeira e ajustar o orçamento das operações internacionais. Avalie.

Conclusão

A Week 41 revelou pressões relevantes sobre a competitividade das operações internacionais. Em Navegantes, a espera média dos navios porta-contêineres alcançou 5 dias, indicando restrições operacionais com potencial de comprometer janelas de entrega. No mercado energético, o petróleo Brent atingiu US$ 104,28 por barril em 8 de outubro, pressionando a estrutura de custos logísticos. A política comercial também exige atenção: 26 produtos químicos passaram a integrar uma resolução tarifária com alíquotas entre 9% e 20%. Para importadores, a combinação desses fatores amplia a exposição financeira das operações. Atrasos portuários podem afetar compromissos contratuais. Alterações tarifárias exigem revisão da classificação fiscal das mercadorias abrangidas.

Por outro lado, existem oportunidades concretas de melhorar o planejamento comercial. O Porto de Itajaí contabilizou 37 linhas marítimas, oferecendo alternativas para avaliar conexões internacionais conforme as necessidades de cada operação. A expansão projetada do comércio mundial de mercadorias, estimada em 3,9% para 2026 pela OMC, também sustenta oportunidades de prospecção em mercados externos. A seleção criteriosa de rotas pode favorecer decisões logísticas mais competitivas. A revisão antecipada dos custos tributários permite identificar impactos sobre margens comerciais. O acompanhamento das variações cambiais contribui para dimensionar desembolsos em moeda estrangeira. No campo regulatório, a transição para a Duimp exige atenção aos procedimentos aplicáveis e ao cronograma de desligamento da DI. A tendência estrutural permanece marcada pela necessidade de integrar inteligência comercial, controle aduaneiro e gestão logística às decisões empresariais.

Qual parcela da margem operacional da sua empresa está exposta a variáveis externas que ainda não foram incorporadas ao planejamento de custos, rotas e compras internacionais?

Para aprofundar

A substituição da DI pela Duimp, prevista no cronograma do Siscomex, faz parte de uma transformação mais ampla do despacho aduaneiro, cada vez mais apoiado em tecnologia e dados. Na frente tributária, a Resolução Gecex nº 963 se soma a outras revisões recentes de alíquotas, e o caso do Imposto de Importação de bicicletas ajuda a entender como esse tipo de mudança chega ao custo final da mercadoria.

Despacho Aduaneiro → https://syndex.com.br/blog/artigos/tecnologia-despacho-aduaneiro-futuro-comex/

A alta do Brent após os ataques no Estreito de Ormuz tem raízes que já analisamos no conteúdo sobre os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos no comércio exterior global. Para acompanhar a sequência da série, a edição da Week 40 reúne os 18 resumos do período de 28/09 a 04/10/2026.

Dá contexto evergreen à alta do Brent e aos ataques em Ormuz.

Oriente Médio → https://syndex.com.br/blog/tensoes-no-oriente-medio/

Quem precisa ajustar processos diante das novas regras de importação encontra conteúdos reunidos na categoria de liberação aduaneira. Para planejar embarques diante da espera de navios em Navegantes, os materiais sobre o papel do agente de cargas mostram como antecipar alternativas de rota e porto. E, para transformar essas informações em decisão, conheça as soluções em comércio exterior da Syndex.

FAQ da semana

Qual foi o tempo médio de espera dos navios porta-contêineres em Navegantes no início de outubro de 2026?

Entre 30 de setembro e 6 de outubro de 2026, os porta-contêineres com destino a Navegantes aguardaram em média 5 dias fundeados. Pelo critério da Kuehne+Nagel, médias acima de 4 dias enquadram o porto na faixa de operação fortemente afetada. Para o importador, a espera pode adiar a chegada da carga à fábrica e o registro da declaração; para o exportador, aumenta o risco de rolagem e de perda da janela de entrega.

Quais alíquotas de Imposto de Importação incidem sobre químicos e polímeros entre outubro de 2026 e outubro de 2027?

A Resolução Gecex nº 963 fixou alíquotas entre 9% e 20% para 26 produtos químicos e polímeros. As novas faixas valerão de 17 de outubro de 2026 até 16 de outubro de 2027. Quem importa esses itens precisa conferir a classificação fiscal e recalcular o custo de aquisição das cargas previstas para esse intervalo.

Qual foi o saldo da balança comercial brasileira em setembro de 2026?

O Brasil encerrou setembro de 2026 com superávit de US$ 7,741 bilhões, resultado de US$ 34,418 bilhões em exportações e US$ 26,678 bilhões em importações. Frente a setembro de 2025, as vendas ao exterior subiram 12,9% e as compras externas caíram 2,4%. Com US$ 61,09 bilhões, a corrente de comércio foi a mais alta já registrada para um mês de setembro na série histórica. O saldo acumulado de janeiro a setembro de 2026 chegou a US$ 62,396 bilhões.

Qual foi a cotação do petróleo Brent em 8 de outubro de 2026 e o que motivou a alta?

O Brent encerrou 8 de outubro de 2026 a US$ 104,28 por barril, com valorização de 4,07%, enquanto o WTI chegou a US$ 91,49, alta de 3,64%. O movimento veio na esteira de ataques a navios no Estreito de Ormuz e de um furacão que diminuiu a produção offshore dos Estados Unidos. Para importadores e transportadores, o barril mais caro eleva o peso do combustível nos custos logísticos.

Quando a Declaração de Importação (DI) deixará de ser aceita para mais operações no Siscomex?

O cronograma do Siscomex passou a prever 10 de dezembro de 2026 como nova data de desligamento de operações da DI, segundo a versão 28 do documento, divulgada em 2 de outubro de 2026. A aplicação está condicionada à validação pelo setor privado, e a data pode mudar se surgirem erros impeditivos. Depois do desligamento, as operações abrangidas não poderão mais ser registradas por DI e exigirão o uso dos fluxos de LPCO e Duimp.

Quanto deve crescer o comércio mundial de mercadorias em 2026, segundo a OMC?

A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta expansão de 3,9% no volume de bens comercializados mundialmente em 2026, acima dos 1,9% estimados anteriormente, em revisão divulgada em 8 de outubro de 2026. Entre janeiro e junho de 2026, as trocas globais de bens cresceram 3,5%, com semicondutores e servidores concentrando 47% dessa alta. Para o comércio de serviços, a estimativa recuou de 4,8% para 3,3%.

Como ficaram as exportações de Santa Catarina em setembro de 2026?

Santa Catarina exportou US$ 1,08 bilhão em setembro de 2026, alta de 2,6% sobre o mesmo mês de 2025, e acumulou US$ 9,5 bilhões de janeiro a setembro, avanço de 5,5%. Houve queda nos embarques de soja (17,4%), carne suína (15,6%) e carne de aves (12,4%), ao passo que motores e geradores elétricos subiram 15,3%. As vendas catarinenses aos Estados Unidos ficaram 39,9% abaixo de setembro de 2024.

Quanta carga o Porto de Itajaí movimentou entre janeiro e agosto de 2026?

O Porto de Itajaí registrou 3.501.781 toneladas e 326.284 TEUs de janeiro a agosto de 2026, volumes superiores aos dos oito primeiros meses de 2025. O porto mantinha 37 linhas marítimas e, em agosto de 2026, oferecia conexões para Ásia, América, Europa, África e Mercosul. A variedade de rotas abre alternativas de ligação com o exterior, embora a definição de cada embarque dependa da linha escolhida.

Em construção

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Balança Comercial

Atualizado em 08/09/2026

Comércio Exterior Brasileiro – US$ bilhões (FOB)

 
33,2 25,8 58,9 + 7,4
Exportação
Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Agosto/2026
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