[NEWS]COMEX – Week 38 | 2026

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Retrospectiva: o que a Week 37 registrou (07 a 13/09/2026)

A Week 37 registrou mais de 1,5 milhão de m³ retirados do canal do Porto de Itajaí. Também confirmou uma nova estrutura em São Francisco do Sul, com 6 milhões de toneladas anuais. No cenário brasileiro, as vendas externas alcançaram US$ 7,30 bilhões entre 1º e 7 de setembro.

O período conectou investimentos em infraestrutura, desempenho das exportações e condições de navegação. Também documentou restrições sanitárias europeias e mudanças tributárias nas remessas internacionais. Esses movimentos reforçaram a importância de acompanhar infraestrutura, acesso aos mercados e regras aplicáveis ao comércio exterior.

A edição completa, com todos os 15 resumos do período, permanece disponível em: [NEWS]COMEX Week 37 | 2026

Introdução

Na sequência, a Week 38 concentrou mudanças em infraestrutura, capacidade operacional, custos energéticos e condições de financiamento, com efeitos sobre diferentes etapas do comércio exterior. A expansão de estruturas portuárias avançou em paralelo a novas restrições de navegação e a intervenções nos acessos terrestres. No Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, a Portonave chegou a 96% da obra que elevará sua capacidade para 2 milhões de TEUs anuais. Ao mesmo tempo, o canal voltou a ser interditado pela força da correnteza, e o Porto de Itajaí contratou, em caráter emergencial, um sistema de monitoramento de R$ 4,48 milhões. No custo operacional, a Petrobras elevou em R$ 1 por litro o preço do diesel às distribuidoras, aumento neutralizado por uma subvenção federal de mesmo valor. No plano aduaneiro, o relatório do GI-CEX registrou 11 casos que resultaram em licenciamento não automático. Capacidade, acesso, energia, conformidade e financiamento apareceram conectados nos fatos registrados entre 14 e 20 de setembro de 2026.

No plano regional, o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu reuniu intervenções distintas no canal, nos terminais e na infraestrutura terrestre catarinense. A circulação pelo canal do Porto de Itajaí foi autorizada em 14 de setembro, após o fechamento iniciado na noite de 11 de setembro por causa da correnteza, e a Autoridade Marítima condicionou cada manobra à avaliação prévia da maré. Foi a segunda interdição em duas semanas: entre 31 de agosto e 3 de setembro, o canal já havia permanecido fechado por quase três dias. Na mesma semana, foi publicada no Diário Oficial da União a contratação emergencial de um sistema que vai monitorar em tempo real correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva. O monitoramento cobrirá 9,3 quilômetros do canal, com quatro estações e dois pontos de modelagem, por até 180 dias. Na Portonave, 700 metros de cais estão liberados desde 18 de agosto, permitindo dois navios simultaneamente, e a conclusão prevista para o último trimestre de 2026 permitirá três atracações simultâneas no terminal de Navegantes. A JBS Terminais, por sua vez, elevou para 14 unidades sua frota de empilhadeiras no Porto de Itajaí, com duas máquinas elétricas capazes de movimentar cargas de até 45 toneladas. Em terra, o Governo de Santa Catarina informou que o programa Estrada Boa chegará a R$ 5 bilhões investidos na malha estadual em dezembro. Também detalhou a ViaMar, rodovia de 145 quilômetros em cinco lotes, com investimento estimado em R$ 8 bilhões. O setor produtivo, por sua vez, cobrou a manutenção da navegabilidade durante a obra da nova ponte sobre o Itajaí-Açu.

No cenário nacional, controle aduaneiro, financiamento e custos de transporte formaram um conjunto de fatores com impacto direto nas operações. O GI-CEX, que reúne Secex e Receita Federal, analisou 43 denúncias entre janeiro e julho de 2026, envolvendo suspeitas de subdeclaração de valor e classificação incorreta na NCM. Em 11 casos, os indícios foram considerados plausíveis e resultaram em licenciamento não automático. Produtos químicos, têxteis, eletrônicos e máquinas aparecem entre os segmentos abrangidos, o que coloca a revisão da classificação fiscal no centro das operações de importação. O BNDES abriu a terceira fase do Plano Brasil Soberano, com R$ 22,6 bilhões para capital de giro, equipamentos e investimentos. As taxas variam entre 4,3% e 17,5% ao ano, e os protocolos vão até novembro, podendo ser encerrados antes se os recursos se esgotarem. O Programa Mover abriu chamada nacional de R$ 10 milhões para nacionalizar componentes plásticos automotivos, com projetos de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões que exigem ao menos três empresas fornecedoras, um Instituto SENAI de Inovação e o apoio de duas montadoras. No diesel, a Petrobras manteve inalterado o preço às distribuidoras por 30 dias, já que a alta de R$ 1 por litro foi compensada por subvenção de igual valor, que se soma até 26 de setembro ao subsídio anterior de R$ 1,12. Em Pernambuco, o rompimento de um trecho da VPE-34 interrompeu, entre as noites de 15 e 16 de setembro, o acesso rodoviário aos terminais do Porto de Suape. Em Santos, uma condenação por trabalho clandestino na limpeza de porões de navios reforçou a exigência de credenciamento dos prestadores portuários.

No cenário internacional, os acontecimentos externos adicionaram pressão sobre energia, financiamento e planejamento de exportação. Em 16 de setembro, Donald Trump disse esperar que o fim da guerra contra o Irã esteja próximo, com o conflito no sétimo mês e uma reunião com líderes do Golfo prevista para 22 de setembro, em Nova York. O Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril, em um país onde mais de 25% do diesel consumido é importado. Na Zona do Euro, ministros das Finanças avaliaram em 18 de setembro a alta dos rendimentos dos títulos soberanos nos 21 países da moeda única, sinal de condições financeiras globais mais restritivas. No agronegócio, o Itaú BBA projetou déficit global de cerca de 1,2 milhão de toneladas de algodão na safra 2026/27. No último ano comercial, a China importou 1,5 milhão de toneladas da fibra, das quais 784 mil vieram do Brasil. Ao mesmo tempo, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia ganham espaço entre os destinos do algodão brasileiro.

Em paralelo, a Week 38 deixou em aberto decisões relacionadas à navegabilidade, ao acesso portuário e aos custos. A navegabilidade do Itajaí-Açu seguirá dependente da maré e dos dados do novo sistema de monitoramento enquanto persistirem os efeitos do El Niño. A concessão da manutenção do canal, aprovada pelo TCU em maio com previsão de aprofundamento para até 16 metros, tem leilão esperado ainda em 2026. Em Suape, as causas do rompimento da VPE-34 permaneciam em investigação, e no comércio exterior 26 denúncias do GI-CEX seguem em análise. No custo energético, os próximos marcos para o preço do diesel são 26 de setembro, data final do subsídio de R$ 1,12, e o término dos 30 dias iniciais da nova subvenção. Esses fatos mantêm conectados acesso, conformidade, custos, capacidade e financiamento às decisões de logística internacional e cadeia de suprimentos.

“Canal do Porto de Itajaí é reaberto após dois dias de interdição, mas força da correnteza ainda impõe restrições”

Publicado: 14/09/2026

Navio de carga tipo graneleiro no porto, em vista lateral, com guindastes e equipamentos de movimentação no convés, atracado sobre as águas.
Canal do Porto de Itajaí é reaberto após dois dias de interdição, mas correnteza impõe restrições Foto: SPI/Divulgação/ND Mais

Manobras condicionadas à avaliação da maré conforme as condições de segurança

⚓ O Fato: A circulação foi autorizada no dia 14, após dois dias de interrupção provocada pela intensidade da correnteza no rio Itajaí-Açu.
A Autoridade Marítima determinou que cada manobra seja precedida pela avaliação das condições de maré.
O Impacto: A medida mantém a movimentação condicionada às características hidrodinâmicas verificadas antes de cada operação.
A Ação: Agentes portuários devem acompanhar as avaliações e ajustar a programação operacional conforme as condições identificadas. Antecipe.
Foi a segunda interdição em duas semanas: entre 31 de agosto e 3 de setembro, o canal já havia permanecido fechado por quase três dias

“Setor produtivo debate crise do agronegócio e investimentos em rodovias”

Publicado: 14/09/2026

Reunião em sala de conferências com participantes ao redor de uma mesa retangular, documentos e copos sobre o tampo, projetor e telão ao fundo, durante debate
Reunião do conselho foi realizada na FAESC, em Florianópolis (foto: Dâni Radin)

Governo de SC informa R$ 5 bilhões no Estrada Boa até dezembro de 2026

🛣️ O programa Estrada Boa terá R$ 5 bilhões em investimentos na malha estadual até dezembro de 2026, segundo a Secretaria de Infraestrutura.
A ViaMar terá 145 quilômetros, em cinco lotes, com investimento total estimado em R$ 8 bilhões.
Para as cadeias catarinenses, a conectividade terrestre influencia o fluxo de cargas e a integração entre polos industriais e logísticos.
A evolução dos projetos exige acompanhamento de prazos, traçados e condições de circulação para antecipar efeitos sobre as operações. Mapeie.

“Modelo de Ensino Dual reforça papel do UniSENAI SC ao serviço da inovação e maior produtividade da indústria”

Publicado: 15/09/2026

Visita em laboratório técnico com especialistas ao lado de um equipamento automatizado, incluindo um braço robótico e telas de controle, enquanto uma mulher observa o funcionamento na área de testes.
Lab Cybertech, UniSENAI, campus Joinville.

Comitiva de Trier visita estruturas de formação tecnológica e conhece experiências de cooperação com empresas catarinenses

⚙️ A visita reuniu representantes de Trier e instituições catarinenses para conhecer experiências de integração entre formação acadêmica e empresas.
O programa incluiu o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser e o Campus Joinville do UniSENAI.
Em Jaraguá do Sul, o grupo conheceu o CentroWEG e iniciativas de cooperação entre educação e setor produtivo.
A aproximação entre instituições de ensino e empresas pode orientar novas experiências de formação profissional conectadas às demandas tecnológicas. Estruture.

“Porto de Itajaí investe em sistema de monitoramento milionário para prevenir efeitos do El Niño no terminal”

Publicado: 15/09/2026

Vista aérea de navios de cruzeiro e carga no porto, com grandes embarcações atracadas ao longo do cais em um cenário urbano e montanhas ao fundo.
Maré, correnteza, ondas, vento e chuva serão monitorados em tempo real para orientar as operações com navios (Foto: SPI, Reprodução)

Contrato emergencial de R$ 4,48 milhões cobre 9,3 km com 4 estações e 2 pontos de modelagem

⚓ Com contrato de 180 dias, quatro estações e dois pontos de modelagem acompanharão condições do canal aquaviário em tempo real.
O monitoramento abrangerá correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva, com dados coletados 24 horas por dia.
A estrutura deverá apoiar decisões sobre acesso e manobras, além de permitir respostas mais rápidas a alterações no Rio Itajaí-Açu.
A medida também considera o risco de maior assoreamento e variabilidade hidrodinâmica do estuário.
Para as operações, dados contínuos podem apoiar avaliações de navegabilidade e planejamento de manobras em períodos de maior instabilidade.
A contratação emergencial foi firmada por R$ 4,48 milhões com a UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia Ltda.
Acompanhe os dados antes de programar operações sensíveis às condições de acesso. Monitore.

“Programa Mover lança nova chamada dedicada à nacionalização de autopeças”

Publicado: 15/09/2026

Interior de uma linha de montagem industrial com braço robótico laranja, cabos e sensores, além de módulos do carro em uma fábrica moderna
A iniciativa vai apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para desenvolver processos produtivos que viabilizem a fabricação, no Brasil, de componentes plásticos utilizados pela indústria automotiva.

Edital apresenta R$ 10 milhões, com projetos de até R$ 5 milhões e duração prevista de 24 meses

🏭 O edital disponibiliza R$ 10 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados aos processos produtivos que viabilizem a fabricação, no Brasil, de componentes plásticos usados pela indústria automotiva. É a primeira chamada do programa dedicada especificamente à nacionalização de autopeças, construída pelo SENAI em diálogo com o MDIC e associações do setor, e aberta a empresas de todo o país. Cada projeto pode solicitar de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e deve reunir, no mínimo, três empresas da cadeia de fornecedores e um Instituto SENAI de Inovação. As propostas também precisam de cartas de apoio de pelo menos duas montadoras e devem atingir os níveis 6 e 7 de maturidade de manufatura.

Os recursos podem financiar até 80% dos projetos, com 20% de contrapartida econômica das empresas, e até 10% dos aportes podem ser destinados a máquinas e equipamentos. Para fornecedores automotivos, inclusive os catarinenses, a chamada abre uma frente para ampliar a produção nacional desses componentes. Antes de montar o consórcio, é preciso avaliar capacidade produtiva, contrapartida e aderência técnica. Revise.

“Portonave alcança 96% de conclusão da obra que ampliará a capacidade para 2 milhões de TEUs por ano”

Publicado: 16/09/2026

Cais renovado soma 700 metros liberados e prepara terminal para três atracações simultâneas

⚓ Com 700 metros de cais liberados em 18 de agosto de 2026, a operação voltou a permitir dois navios simultaneamente.
A execução havia chegado a 96% ao fim de agosto, com 900 metros de cais renovados no projeto.
A conclusão prevista para o último trimestre de 2026 permitirá até três navios simultaneamente, enquanto novos equipamentos elétricos entram na operação.

O avanço interessa às operações pelo terminal de Navegantes, especialmente para cargas conteinerizadas, com reflexos sobre capacidade e programação de escalas. O canal de acesso e a bacia de evolução também condicionam a operação de grandes porta-contêineres.
Para importadores e exportadores, maior capacidade pode alterar disponibilidade operacional e planejamento de embarques. A concessão de manutenção do canal, aprovada pelo TCU em maio de 2026, prevê investimentos de cerca de R$ 350 milhões e aprofundamento para até 16 metros.

A expansão da infraestrutura exige acompanhamento conjunto de capacidade, escalas e condições de acesso aquaviário. Antecipe.

“Petrobras aumenta diesel em R$ 1, mas reajuste será neutralizado por subsídio do governo”

Publicado: 16/09/2026

Placa de fachada com o logo “BR” e o texto “PETROBRAS” em destaque sobre parede de concreto, com galhos e folhas verdes ao lado.
Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Subvenção de R$ 1 por litro mantém preço às distribuidoras por 30 dias

📈 Com a subvenção de R$ 1 por litro, o preço cobrado às distribuidoras permanece inalterado durante 30 dias, segundo a Petrobras.

O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12 por litro vigente até 26 de setembro, elevando temporariamente o total para R$ 2,12.

Mais de 25% do consumo nacional é atendido por importações, enquanto o Brent superou US$ 100 por barril após conflitos no Oriente Médio.

Para o transporte rodoviário, a estabilidade temporária do preço de venda cria uma referência de custo durante a vigência do benefício.

A manutenção desse cenário depende das condições de mercado e da continuidade da subvenção.

Acompanhe a composição do custo operacional durante a vigência do benefício. Revise.

“Trump diz esperar que guerra contra Irã esteja perto do fim”

Publicado: 17/09/2026

Silhueta de uma pessoa em primeiro plano observando a bandeira dos Estados Unidos ao fundo, com listras vermelhas e brancas e estrelas azuis desfocadas
Ilustração com modelo em miniatura de Donald Trump e bandeiras dos EUA e Irã • Reprodução/Reuters

Conflito entra no sétimo mês sem perspectiva imediata de encerramento

🌍 Com o conflito no sétimo mês, Donald Trump afirmou em 16 de setembro que espera que o fim da guerra contra o Irã esteja próximo. Com base no Axios, a reportagem informou que ele deveria se reunir com líderes do Golfo em 22 de setembro, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU, para discutir o conflito e a estratégia pós-guerra. Para o comércio exterior, a alta dos preços do petróleo e do gás associada à guerra mantém pressão sobre custos internacionais. A exposição energética pode afetar estruturas de custo e decisões de transporte conforme a evolução das hostilidades. Mapeie.

“Relatório traz resultados de combate a irregularidades no comércio exterior entre janeiro e julho”

Publicado: 17/09/2026

GI-CEX analisa 43 denúncias e considera plausíveis 11 casos em 2026

📋 De janeiro a julho de 2026, o GI-CEX, grupo que reúne Secex e Receita Federal, analisou 43 denúncias sobre possíveis irregularidades em operações de comércio exterior, segundo o 6º relatório divulgado pelo MDIC. As suspeitas envolvem principalmente subdeclaração de valor e enquadramento incorreto das mercadorias na NCM. Em 11 casos, os indícios foram considerados plausíveis e resultaram na exigência de licenciamento não automático, para confirmar a conduta dos importadores. Outras 26 denúncias permaneciam em diferentes estágios de análise, e 6 não atenderam aos requisitos mínimos para apuração detalhada.

Produtos químicos, têxteis, utilidades domésticas, eletrônicos e máquinas e equipamentos aparecem entre os segmentos abrangidos. Com o licenciamento não automático, a importação passa a depender de análise prévia, o que acrescenta uma etapa ao processo e reduz a previsibilidade do desembaraço. Para reduzir a exposição a divergências, vale revisar a classificação fiscal e os valores declarados antes do registro das operações. Atualize.

“Algodão ganha espaço para recuperação com oferta ajustada, aponta Itaú BBA”

Publicado: 17/09/2026

Close de árvores com flores e estruturas brancas ao pôr do sol, com luz dourada destacando as folhas e o fundo com folhas desfocadas ao fundo.
Divulgação/Agritech

Mercado mundial registra déficit de 1,2 milhão de toneladas na safra 2026/27

📈 Com produção global estimada em 25,5 milhões de toneladas e consumo projetado de 26,8 milhões, o Itaú BBA aponta déficit de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas na safra 2026/27. Com isso, os estoques finais globais recuam de 16,4 milhões para 15,2 milhões de toneladas. No Brasil, as exportações somaram o recorde de 3,4 milhões de toneladas no ano comercial 2025/26. A China importou 1,5 milhão de toneladas no período, das quais 784 mil tiveram origem no Brasil, o equivalente a 51% das compras chinesas.

Os embarques brasileiros também se diversificam: em agosto, a Índia respondeu por 26% das exportações da fibra, seguida por Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia, o que reduz a dependência das compras chinesas. A gestão comercial e de riscos ganha relevância diante da possibilidade de maior disponibilidade durante a colheita de 2027. Monitore.

“Asfalto de ponte cede e abre cratera em rodovia de acesso ao Porto de Suape”

Publicado: 18/09/2026

Rachadura e buraco em pista de asfalto em rodovia, com pavimento danificado e sinalização de obra ao fundo, durante inspeção de manutenção
Cratera abre após trecho de ponte ceder no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

VPE-34 tem trecho rompido no km 3 e restringe acesso de carretas aos terminais

⚓ Por volta das 22h de 15 de setembro, o asfalto de uma ponte no km 3 da VPE-34, no Cabo de Santo Agostinho, cedeu e abriu uma cratera, interrompendo a circulação nos dois sentidos. Algumas carretas ficaram retidas, sem conseguir acessar ou deixar os terminais do Porto de Suape pela ponte, e a ocorrência não deixou feridos. A Concessionária Rota do Atlântico liberou o sentido sul na noite de 16 de setembro e manteve equipes no local para orientar o tráfego, enquanto as causas permaneciam em investigação. Para cargas com origem ou destino em Suape, o episódio mostra como um único ponto da malha de acesso pode comprometer coletas, entregas e prazos de devolução de contêineres. Por isso, vale mapear rotas alternativas com o transportador. Priorize.

“Justiça condena empresa em R$ 150 mil por trabalho clandestino em porões de navios no Porto de Santos”

Publicado: 18/09/2026

Vista aérea de um navio cargueiro em um porto, com guindaste amarelo e estrutura de carregamento operando em uma baía cercada por montanhas ao fundo.
Justiça condena empresa que atua no Porto de Santos (SP). IMAGEM ILUSTRATIVA — Foto: Divulgação/APS

Empresa fica proibida de atuar sem credenciamento, sob multa de R$ 5 mil por infração comprovada

⚓ O Fato: A 2ª Vara do Trabalho de Santos determinou indenização de R$ 150 mil por dano moral coletivo.
A decisão envolveu prestação irregular de serviços e descumprimento de exigências trabalhistas e de segurança.
Em caso de descumprimento, a empresa e seu responsável ficam sujeitos a multa de R$ 5 mil por infração comprovada.

O Impacto: Operações portuárias com prestadores terceirizados exigem verificação documental, credenciamento e atendimento às normas de segurança aplicáveis.
Para cadeias nacionais, controles sobre fornecedores reduzem exposição a passivos trabalhistas, interrupções operacionais e não conformidades.
A conformidade deve considerar tanto a habilitação do prestador quanto os requisitos específicos da atividade executada.

A Ação: A contratação de serviços portuários deve incorporar verificações formais antes do início das atividades.
Documente credenciamentos, registros trabalhistas, treinamentos obrigatórios e equipamentos de proteção exigidos para cada operação.
A recomendação é manter evidências atualizadas dos requisitos aplicáveis e dos prestadores envolvidos. Revise.

“Empresas afetadas por tarifaço ou guerra já podem pedir empréstimo”

Publicado: 18/09/2026

Terceira etapa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em linhas do Plano Brasil Soberano

📈 O BNDES abriu em 17 de setembro o protocolo da terceira fase do Plano Brasil Soberano, com R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio banco. Os recursos se destinam a capital de giro, máquinas e equipamentos e projetos de investimento. A linha contempla exportadoras e fornecedores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, exportadoras para países do Golfo Pérsico e setores industriais considerados estratégicos, como têxtil, químico, farmacêutico e automotivo. Para os grupos ligados ao tarifaço e ao conflito, é necessário comprovar ao menos 1% do faturamento com os países envolvidos. As taxas variam entre 4,3% e 17,5% ao ano, conforme porte e finalidade.

Os protocolos podem ser apresentados até 4 de novembro de 2026 nas operações diretas e, em regra, até 11 de novembro nas indiretas. O BNDES informa, porém, que o protocolo pode ser encerrado antes caso os recursos se esgotem, e que apresentar o pedido não garante a contratação. Empresas potencialmente enquadradas devem verificar a elegibilidade e reunir a documentação sem deixar para os últimos dias. Antecipe.

“Zona do Euro Tem Que Manter Trajetória Fiscal Prudente em Meio Alta de Rendimentos Globais”

Publicado: 18/09/2026

Bandeiras da União Europeia azul com estrelas douradas ao vento, hasteadas no céu com nuvens ao fundo.
REUTERS/Yves Herman Bandeiras da União Europeia são hasteadas do lado de fora da sede da Comissão da UE em Bruxelas, Bélgica

Taxas de títulos soberanos sobem nos 21 países que compartilham a moeda

📈 Em 18 de setembro de 2026, ministros das Finanças avaliaram o aumento das taxas nos 21 países que compartilham a moeda. As condições financeiras globais estavam apertando e elevando a pressão sobre os orçamentos nacionais. O movimento foi associado à necessidade de preservar credibilidade perante os mercados de títulos e condições favoráveis de financiamento. Para operações internacionais, condições financeiras mais restritivas elevam a atenção ao custo de capital e às condições de financiamento. A manutenção das trajetórias fiscais acordadas busca preservar previsibilidade financeira no bloco monetário. Empresas expostas a operações internacionais devem revisar premissas de financiamento diante desse ambiente. Revise.

“JBS Terminais amplia frota no Porto de Itajaí com novas empilhadeiras elétricas”

Publicado: 18/09/2026

Incorporação de duas máquinas leva parque operacional a 14 unidades após aporte de R$ 4 milhões

⚓ Com a aquisição de duas unidades, o parque operacional da JBS Terminais no Porto de Itajaí passa de 12 para 14 empilhadeiras de grande porte, capazes de movimentar cargas de até 45 toneladas. O investimento de cerca de R$ 4 milhões inclui equipamentos 100% elétricos, com sistemas de recuperação de energia durante a frenagem e os movimentos da lança telescópica. Na operação, a tecnologia amplia a capacidade de movimentação e armazenagem de contêineres, com empilhamento de até cinco unidades de altura. O reforço chega a um terminal que registrou crescimento de mais de 55% na movimentação de contêineres entre janeiro e agosto de 2026. Para quem opera por Itajaí, mais capacidade de pátio ajuda a sustentar o ritmo das operações, especialmente em períodos de restrição no canal. Monitore.

Conclusão

A Week 38 revelou pressão sobre o acesso portuário. Os custos energéticos também permaneceram expostos a fatores externos. A conformidade aduaneira ganhou relevância diante dos controles documentados. A interrupção de dois dias no Porto de Itajaí mostrou risco corrente nas condições de navegação. O Brent superou US$ 100 por barril após conflitos no Oriente Médio. O GI-CEX analisou 43 denúncias entre janeiro e julho de 2026. Onze casos foram considerados plausíveis para licenciamento não automático. O risco operacional permanece ligado à variabilidade hidrodinâmica no Rio Itajaí-Açu. O risco aduaneiro permanece associado a divergências em operações de importação.

Por outro lado, a Week 38 revelou oportunidades concretas em capacidade portuária. A Portonave alcançou 96% da obra destinada a ampliar sua capacidade para 2 milhões de TEUs anuais. O BNDES disponibilizou R$ 22,6 bilhões na terceira fase do Plano Brasil Soberano. As linhas contemplam capital de giro, equipamentos ou investimentos para empresas enquadradas. A expansão portuária pode ampliar alternativas de programação para cargas conteinerizadas. As linhas do BNDES podem reduzir o custo financeiro de projetos elegíveis. A tendência estrutural permanece marcada pela combinação entre capacidade física, controle operacional, energia e capital.

Diante desse cenário, qual custo da inação merece ser calculado primeiro: acesso, financiamento, energia ou conformidade?

FAQ da semana

O que mudou na operação do canal do Porto de Itajaí após a interrupção de setembro?

A circulação foi autorizada em 14 de setembro de 2026, depois de dois dias de interrupção provocada pela intensidade da correnteza no Rio Itajaí-Açu. A Autoridade Marítima determinou que cada manobra fosse precedida pela avaliação das condições de maré, mantendo a programação operacional condicionada às condições verificadas.

Como o monitoramento do Rio Itajaí-Açu passou a apoiar as operações portuárias?

A contratação emergencial, publicada no Diário Oficial da União em 14 de setembro de 2026, prevê R$ 4,48 milhões, por até 180 dias, para a implantação de quatro estações e dois pontos de modelagem ao longo de cerca de 9,3 quilômetros do canal aquaviário. O sistema vai acompanhar, 24 horas por dia, correnteza, maré, ondas, vento, visibilidade e chuva, para subsidiar decisões sobre acesso e manobras.

Quais investimentos em rodovias de Santa Catarina foram registrados para 2026?

O programa Estrada Boa previa R$ 5 bilhões em investimentos na malha estadual até dezembro de 2026. A ViaMar foi projetada com 145 quilômetros distribuídos em cinco lotes, com investimento total estimado em R$ 8 bilhões.

O que a expansão da Portonave representa para a movimentação de contêineres?

A obra havia atingido 96% de execução ao fim de agosto de 2026, com 900 metros de cais renovados e 700 metros liberados desde 18 de agosto de 2026. A conclusão do projeto permitirá até três navios simultaneamente e elevará a capacidade prevista do terminal de Navegantes para 2 milhões de TEUs anuais.

Como o controle de irregularidades pode afetar processos de importação?

Entre janeiro e julho de 2026, o GI-CEX analisou 43 denúncias sobre possíveis irregularidades em operações de comércio exterior. Onze casos tiveram indícios considerados plausíveis e resultaram em exigência de licenciamento não automático, enquanto 26 denúncias permaneciam em diferentes estágios de análise e 6 processos não atendiam aos requisitos mínimos.

Quais condições de crédito foram disponibilizadas para empresas afetadas por tarifas ou conflitos?

A terceira fase do Plano Brasil Soberano disponibilizou R$ 22,6 bilhões para capital de giro, equipamentos e investimentos, contemplando exportadoras, fornecedores e setores industriais enquadrados nos critérios definidos. As taxas informadas variavam de 4,3% a 17,5% ao ano, conforme porte e finalidade, com protocolos até 4 de novembro de 2026 nas operações diretas e até 11 de novembro de 2026 nas indiretas.

Como o preço internacional do petróleo afetou o cenário de transporte no Brasil?

Em 16 de setembro de 2026, a Petrobras manteve por 30 dias o preço do diesel às distribuidoras mediante subvenção de R$ 1 por litro. Mais de 25% do consumo nacional era atendido por importações, enquanto o Brent havia superado US$ 100 por barril após os conflitos no Oriente Médio.

O que ocorreu com o acesso rodoviário aos terminais do Porto de Suape?

O rompimento do km 3 da VPE-34 interrompeu a circulação nos dois sentidos até a noite de 16 de setembro de 2026, deixando algumas carretas retidas. A Concessionária Rota do Atlântico liberou o sentido sul naquela noite, enquanto as causas da ocorrência permaneciam em investigação.

[NEWS]COMEX

Balança Comercial

Atualizado em 08/09/2026

Comércio Exterior Brasileiro – US$ bilhões (FOB)

 
33,2 25,8 58,9 + 7,4
Exportação
Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Agosto/2026
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