[NEWS]COMEX Week 36 | 2026

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[NEWS] COMEX

Retrospectiva: o que a Week 35 registrou (24 a 30/08/2026)

A Week 35 registrou 40% de atrasos nas escalas brasileiras e confirmou US$ 19,94 bilhões em mercadorias atingidas por medidas canadenses. A edição também registrou exportações catarinenses de US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre. Em Itajaí, novas iniciativas municipais reforçaram a agenda de inovação e infraestrutura ligada à atividade econômica regional. Esses movimentos afetaram decisões de comércio exterior, custos e planejamento operacional.

O fio condutor foi a necessidade de combinar capacidade, diversificação e adaptação regulatória diante de pressões logísticas e comerciais. A edição documentou impactos distintos, mas convergentes, sobre cadeias produtivas brasileiras e conexões internacionais. Para operações expostas a esses fatores, o período reforçou a importância de acompanhar indicadores, requisitos e alternativas disponíveis.

A edição completa, com todos os 17 resumos do período, permanece disponível em:

[NEWS]COMEX Week 35 | 2026

Introdução

A Week 36 reuniu mudanças tarifárias, restrições portuárias e novas exigências comerciais que convergiram sobre decisões de custo e planejamento. Brasil e Estados Unidos retomaram negociações em 31 de agosto, enquanto cobranças norte-americanas chegaram a 37,5% para itens brasileiros. No mesmo período, o canal de acesso ao Porto de Itajaí sofreu interrupção provocada por correnteza, sedimentação e limites de segurança. A recuperação operacional ocorreu com restrições, concentrando manobras nos períodos de maré enchente definidos pela Autoridade Marítima. Além disso, o crescimento econômico e importações no Brasil apareceram associados a um PIB 1,9% maior no primeiro semestre. As importações brasileiras avançaram 3,4% no semestre, enquanto as exportações cresceram 5,5%, segundo o IBGE. A edição também registrou alternativas de rota marítima para cargas refrigeradas, com serviço semanal ligando Charleston a quatro terminais sul-americanos pela AmerXL. Em paralelo, o intercâmbio entre Brasil e Índia alcançou US$ 10,1 bilhões no acumulado até julho, reforçando a diversificação de destinos. Esses movimentos aproximam infraestrutura, política comercial e acesso a mercados como fatores concretos para a logística internacional no comércio exterior.

No plano regional, o Complexo Portuário de Itajaí-Açu enfrentou restrições de navegação associadas às condições do canal e à correnteza. A suspensão iniciada em 31 de agosto interrompeu entradas e saídas no Porto de Itajaí às 16h20. Em 3 de setembro, a Marinha autorizou manobras novamente às 11h30, porém limitadas aos períodos favoráveis de maré enchente. A Portonave registrou a desatracação do Athens às 13h, enquanto nove navios permaneciam atracados em Itajaí. Outras 53 embarcações eram esperadas, evidenciando a pressão operacional acumulada durante a interrupção do acesso. A draga Hopper TSHD Utrecht trabalhava desde 30 de agosto na retirada de sedimentos depositados no fundo do canal. Por outro lado, Itapoá registrou crescimento populacional de 154% desde 2010, alcançando 37.488 moradores segundo o IBGE. O município também chegou a 7,5 mil trabalhadores com carteira assinada desde 2020, com expansão vinculada à infraestrutura portuária. Além disso, Navegantes recebeu anúncio de Centro de Distribuição da Aurora, com investimento de R$ 600 milhões e estruturas refrigeradas para distribuição. Esse conjunto reforça a relação entre capacidade operacional do Porto de Itajaí, acessos terrestres e distribuição regional de cargas no Vale do Itajaí.

No cenário nacional, decisões comerciais e regulatórias alteraram condições para exportadores, importadores e empresas de Santa Catarina durante a Week 36. A Portaria Secex nº 536 permitiu extensão de até 12 meses para atos de drawback suspensão considerados elegíveis. O prazo final dos atos abrangidos deveria permanecer entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, sem encerramento. A medida alcançou compromissos de exportação afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos, mediante comprovação documental da intenção comercial e requisitos definidos. Em outra frente, a FIESC registrou tarifas norte-americanas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. A ANAC publicou novos tetos para aeroportos de Florianópolis e Salvador, com custo de armazenagem e capatazia aeroportuária reajustado em 4,64%. No comércio bilateral com a Índia, o MDIC informou US$ 10,1 bilhões de corrente comercial acumulada até julho, apoiada por exportações brasileiras. Além disso, o acordo MERCOSUL-EFTA ganhou manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas. O mercado potencial envolve aproximadamente 290 milhões de consumidores, enquanto a aplicação ficou marcada para 1º de outubro e 1º de novembro. A concessão de infraestrutura de transportes ganhou referência com a hidrovia do Rio Paraguai, prevista para 15 anos, enquanto importação e exportação exigem conformidade.

Em sentido oposto, a frente internacional combinou abertura de rotas, barreiras tarifárias e novas exigências para cadeias conectadas a mercados externos. A CMA CGM passou a oferecer seis conexões semanais entre Charleston e a América do Sul pela rota AmerXL. O serviço contempla Cartagena, Guayaquil, Callao e San Antonio, com trânsito sul variando entre 5 e 17 dias. Para cargas refrigeradas, Charleston dispõe de mais de 2.000 tomadas e estruturas destinadas ao armazenamento a frio. A expansão da oferta cria alternativa operacional para produtos perecíveis, proteínas e outras mercadorias dependentes de temperatura controlada em operações de exportação. No mesmo período, os Estados Unidos avaliaram tarifas direcionadas sobre semicondutores vinculadas à ampliação da fabricação doméstica. Howard Lutnick associou o benefício tributário à expansão da capacidade produtiva norte-americana, mantendo a proposta em avaliação em 2 de setembro. Além disso, a União Europeia suspendeu importações de carnes brasileiras a partir de 3 de setembro por questões ligadas às normas sobre antimicrobianos. As exportações brasileiras de carnes bovina e de frango para a UE haviam somado cerca de US$ 1,8 bilhão em 2025. Em paralelo, requisitos para exportar carne para a União Europeia e regras de origem ganham peso nas decisões de acesso ao mercado externo.

Consequentemente, a Week 36 registrou restrições no canal de Itajaí, retomada parcial e novas condições operacionais. A Marinha retomou manobras em 3 de setembro sob condições específicas de maré enchente, após quase três dias de interrupção. A Portaria Secex nº 536 vinculou o prazo do drawback suspensão a atos elegíveis com vencimentos entre 22 de julho e 31 de dezembro. Os Estados Unidos mantiveram cobranças de até 37,5% sobre itens brasileiros, enquanto Brasil e FIESC retomaram discussões tarifárias. O MDIC registrou avanço de 82,1% nas exportações brasileiras para a Índia, alcançando US$ 5,89 bilhões até julho. O acordo MERCOSUL-EFTA adicionou requisitos sobre regras de origem antes das aplicações previstas para Islândia e Noruega. A União Europeia suspendeu carnes brasileiras em 3 de setembro, afetando um mercado que recebeu cerca de US$ 1,8 bilhão em 2025. A FIESC também informou aprovação de isenção para remessas internacionais de até US$ 50, com estimativa de aumento de 28% nas pequenas encomendas. Em Santa Catarina, o efeito foi associado a 109 mil postos de trabalho em risco segundo estimativa da CNI. O Passaporte Digital de Produto permaneceu associado à aplicação progressiva a partir de 2027, exigindo dados sobre materiais, origem e ciclo de vida.

“Brasil e EUA se reúnem para retomar negociações sobre novo tarifaço”

Publicado: 31/08/2026

Alíquotas de até 25% seguem vigentes após encontro técnico marcado para 31 de agosto

📋 Em 31 de agosto, representantes dos governos brasileiro e norte-americano retomaram o diálogo técnico sobre as medidas tarifárias aplicadas a produtos brasileiros.
A tarifa de 25% foi oficializada sobre uma série de produtos, enquanto outra medida estabeleceu alíquota de até 12,5% para determinados casos.
Para o comércio exterior brasileiro, a indefinição mantém riscos sobre preços, competitividade e planejamento de vendas ao mercado norte-americano.
O processo de reciprocidade iniciado pelo Brasil em 13 de agosto também permanece sujeito às etapas previstas na legislação.
A tendência de negociações sem avanço rápido exige acompanhamento das alíquotas e das possíveis medidas de resposta.
A formação de preços e os contratos com clientes norte-americanos devem considerar a estrutura tarifária vigente. Revise.

“Perto de ganhar segundo porto, cidade que mais cresce em SC tem avanço de 154% desde 2010”

Publicado: 31/08/2026

Vista aérea de um navio cargueiro no porto, com contêineres empilhados e o casco verde e azul manobrando no canal ao lado de instalações portuárias e horizonte do mar ao pôr do sol.
Porto Itapoá entrou em operação em 2011 (foto: Divulgação)

Município registra 37.488 moradores e quase dobra postos formais em seis anos

⚓ Com 37.488 moradores, Itapoá registrou avanço populacional de 154% desde 2010, segundo estimativa divulgada pelo IBGE.
O município também passou de 4 mil para 7,5 mil trabalhadores com carteira assinada desde 2020, conforme o Caged.
A expansão econômica ganhou novo vetor com o terminal privado em operação desde 2011 e a previsão de obras de outro empreendimento em 2027.
Para as cadeias catarinenses, a expansão da infraestrutura portuária pode alterar fluxos de cargas, demanda por serviços e distribuição regional.
A movimentação também exige atenção à capacidade logística, à conexão terrestre e à evolução da atividade econômica no litoral Norte.
O acompanhamento de novos investimentos permite antecipar possíveis mudanças na demanda por transporte e operações de comércio exterior. Mapeie.

“Praticagem quer mais segurança para navegação no canal de Itajaí”

Publicado: 31/08/2026

Porto com guindastes e contêineres em um pátio logístico, ao lado de um navio cargueiro grande atracado, com céu nublado ao fundo
Porto diz que draga volta a operar no canal na segunda-feira (Foto: Arquivo João Batista)

Canal opera com FAQ adicional de 80cm; praticagem solicita margem de 1,30m à Marinha

⚓ Com a falta de dragagem, a ZP21 solicitou elevar de 80 cm para 1,30 m a Folga Abaixo da Quilha exigida no canal de acesso.

A medida pode restringir navios de maior calado e aumentar a dependência das janelas de maré alta nas operações portuárias.

Em agosto, a elevação da FAQ adicional para 50 cm já havia sido associada a uma redução de até 30% na movimentação de cargas no canal.

A draga Utrecht foi anunciada para retornar ao complexo portuário na segunda-feira seguinte à publicação, para recuperar o calado operacional.

Os levantamentos hidrográficos categoria B ainda não haviam sido recebidos pela praticagem, segundo a ZP21.

O pedido permanecia sob análise da Marinha, que decidiria sobre a ampliação da margem de segurança após receber novos dados de profundidade e dragagem.

O aumento da restrição pode afetar a capacidade operacional de embarcações de maior calado e o planejamento das escalas. Mapeie.

“Publicado reajuste dos tetos das tarifas dos aeroportos de Florianópolis e Salvador”

Publicado: 31/08/2026

Vista aérea de um aeroporto internacional com pista de pouso e decolagem, pátio de aeronaves, terminal de passageiros e áreas de serviços ao redor, cercado por vegetação e estradas.
Novas tarifas poderão ser cobradas 30 dias após divulgação pelas concessionárias

Novos limites de cobrança sobem 5,61% em SC e 5,51% na Bahia após divulgação das concessionárias

⚓ Com a publicação das Portarias nº 19.863 e nº 19.876, os novos limites poderão ser cobrados 30 dias após divulgação pelas concessionárias.
Em Florianópolis, os tetos de embarque doméstico passaram de R$ 53,96 para R$ 56,69; no internacional, de R$ 101,28 para R$ 108,17.
Em Salvador, os valores passaram de R$ 52,72 para R$ 55,62 no doméstico e de R$ 83,04 para R$ 87,62 no internacional.

Para cargas, os tetos de armazenagem e capatazia dos dois terminais subiram 4,64%, conforme o IPCA acumulado entre junho de 2025 e junho de 2026.

A alteração pode elevar despesas aeroportuárias em operações que utilizam armazenagem e capatazia, exigindo atualização dos custos previstos.
Revise.

“Nova rota da CMA CGM conecta Porto de Charleston aos mercados sul-americanos”

Publicado: 31/08/2026

Serviço semanal oferece seis escalas e trânsito de 5 a 17 dias em quatro terminais sul-americanos

🚢 Com a incorporação à rota AmerXL, o serviço passou a oferecer seis conexões semanais entre Charleston e a América do Sul. A operação atende Cartagena, Guayaquil, Callao e San Antonio.
Para cargas refrigeradas, a oferta inclui acesso a regiões produtoras de frutos do mar, frutas, vegetais e flores. Charleston dispõe de mais de 2.000 tomadas para contêineres refrigerados e estruturas de armazenamento a frio.
Os tempos de trânsito no sentido sul variam de cinco a 17 dias, com escalas também em Port Everglades, Filadélfia e Nova York.

A maior frequência cria alternativas para embarques refrigerados e exportações de proteínas entre os mercados envolvidos. Para cargas com exigência de cadeia de frio, a programação fixa facilita a comparação de janelas operacionais.
Avalie frequência, trânsito e estrutura de armazenagem antes de definir a rota. Mapeie.

“Chuvas intensas e forte correnteza provocam impraticabilidade total do Canal de Acesso ao Porto de Itajaí”

Publicado: 31/08/2026

Navegação permanece suspensa desde 31 de agosto após corrente superar limite de 2 nós

⚓ A Autoridade Marítima suspendeu totalmente as manobras de entrada e saída de embarcações no acesso ao Porto de Itajaí às 16h20 de 31 de agosto.

A corrente ultrapassou os parâmetros de segurança; para navios com menos de 280 metros, o limite admitido em determinadas manobras é de até 2 nós.

A vazão elevada também transportou sedimentos ao acesso, acelerando a sedimentação e podendo reduzir rapidamente a profundidade em alguns trechos. A draga Hopper TSHD Utrecht permanece trabalhando desde 30 de agosto na retirada dos sedimentos depositados no fundo.

Para operações pelo Porto de Itajaí, a suspensão afeta diretamente a programação de entrada e saída de navios enquanto os parâmetros de segurança não forem restabelecidos.
Não havia data definida para nova análise das condições do acesso na data da publicação.
Acompanhe as condições operacionais antes de comprometer novas janelas de embarque ou desembarque. Identifique.

“Descomplicando a infraestrutura: entenda como funciona uma concessão”

Publicado: 31/08/2026

Hidrovia do Rio Paraguai prevê transferência por 15 anos, com possibilidade de prorrogação

📋 Com a assinatura do contrato, a empresa concessionária assume a operação, manutenção e investimentos previstos, enquanto o poder público fiscaliza a execução.
A propriedade dos ativos permanece pública durante e após o período contratual.
No setor hidroviário, o projeto do Rio Paraguai prevê a primeira concessão de uma hidrovia brasileira, com duração de 15 anos e possibilidade de prorrogação.
O modelo também alcança aeroportos, portos e hidrovias, com obrigações específicas para cada infraestrutura.
Nos portos, investimentos podem elevar a capacidade de movimentação e modernizar equipamentos e instalações.
Essas melhorias podem contribuir para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do país no comércio internacional.

Para empresas dependentes de infraestrutura de transporte, contratos de concessão podem alterar capacidade, eficiência e condições operacionais dos ativos utilizados.
Acompanhar obrigações contratuais, investimentos previstos e indicadores de desempenho ajuda a identificar efeitos sobre as operações.
Estruture o acompanhamento. Monitore.

“Brasil e Índia avançam para ampliar comércio e investimentos”

Publicado: 31/08/2026

Corrente bilateral soma US$ 10,1 bilhões no acumulado até julho de 2026

📈 Com a 8ª reunião do mecanismo bilateral, delegações trataram de acesso a mercados, barreiras comerciais e diversificação das exportações.
A corrente de comércio alcançou US$ 10,1 bilhões nos primeiros sete meses de 2026, alta de 32,9%.
As exportações brasileiras chegaram a US$ 5,89 bilhões, crescimento de 82,1%, com petróleo, óleos vegetais, minério de ferro, açúcares e algodão entre os produtos relevantes.
O diálogo também registrou avanços nos Certificados Eletrônicos de Origem e discutiu a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL–Índia.

A expansão cria espaço para empresas brasileiras diversificarem destinos e ampliarem operações com o mercado indiano.
O movimento também envolve produtos hortícolas, matérias plásticas, máquinas e itens de perfumaria, segundo o MDIC.

A diversificação exige avaliação de barreiras, requisitos de acesso e instrumentos disponíveis na relação bilateral.

“Para FIESC, início das negociações abre portas para incluir mais produtos na lista de exceções”

Publicado: 31/08/2026

Bandeira dos Estados Unidos tremulando ao vento em frente a um prédio de pedra e colunas, com outra bandeira menor ao fundo, em ambiente urbano.
Exportações de SC foram afetadas pela medida. (foto: Freepik)

Cobranças aplicadas pelos EUA aos itens brasileiros chegam a 37,5%

⚖️ Com a reunião de 31 de agosto de 2026, Brasil e Estados Unidos retomaram conversas sobre as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.
A cobrança norte-americana chega a 37,5%, enquanto a FIESC avalia como favorável a disposição dos EUA em negociar.
O movimento abre espaço para avaliar novos produtos brasileiros passíveis de inclusão na relação de exceções.

A medida alcança exportações catarinenses e mantém a política tarifária dos EUA como variável relevante para empresas que vendem ao mercado norte-americano.
Para cadeias industriais de Santa Catarina, alterações na lista de exceções podem modificar a exposição comercial de determinados produtos.

A retomada das conversas torna relevante acompanhar quais itens entram nas tratativas e como as tarifas afetam cada operação.
Organize os produtos exportados aos EUA por classificação e incidência tarifária antes de novas rodadas de negociação. Mapeie.

“Empresas impactadas pelas tarifas dos EUA já podem solicitar prorrogação do 'drawback''”

Publicado: 01/09/2026

Pátio de contêineres em terminal portuário com caixas de carga empilhadas e caminhão transportando mercadorias, com contêineres da Maersk
Fonte: Arquivo/Agência Brasil

Portaria concede extensão de até 12 meses nos prazos de atos concessórios elegíveis

📋 Com a Portaria Secex nº 536, atos concessórios de drawback suspensão elegíveis passaram a ter possibilidade de extensão por mais um ano.
A medida alcança atos cujo compromisso de exportação foi afetado pelas tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos.
O prazo final de vigência deve estar entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, sem encerramento do ato.

A extensão interessa a exportadores brasileiros com compromissos vinculados ao mercado norte-americano e exige comprovação documental da intenção comercial.
Contratos, ofertas, propostas ou negociações anteriores a 25 de agosto de 2026 podem comprovar a operação.
A regra também contempla fabricantes-intermediários e exportações indiretas realizadas por empresas comerciais exportadoras.

Os pedidos são encaminhados ao Decex pelo módulo Anexação Eletrônica de Documentos do Siscomex, com os atos e itens de exportação envolvidos.
A conferência dos requisitos e documentos deve preceder o protocolo para evitar inconsistências na solicitação.
Organize a documentação conforme os critérios estabelecidos pela Portaria. Revise.

“Com 0,5% no segundo trimestre, PIB cresce 1,9% até junho, aponta IBGE”

Publicado: 01/09/2026

Colheitadeira CASEIH distribuindo grãos de milho em um campo agrícola ao ar livre, com o redemoinho de grãos saindo da calha e céu nublado ao fundo.
Wenderson Araujo/Trilux

Atividade econômica registra alta de 2,0% no comparativo anual, com avanço de 5,5% nas importações

📈 Com o avanço de 0,5% no período, a economia brasileira acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre de 2026. 
A Agropecuária cresceu 3,6%, a Indústria 1,6% e os Serviços 1,8% na comparação semestral.
No setor externo, as exportações avançaram 5,5% e as importações, 3,4% no primeiro semestre.
Para empresas catarinenses, a combinação de maior atividade e comércio exterior influencia planejamento de compras, estoques e capacidade produtiva.
A indústria de transformação recuou 0,9% no semestre, enquanto veículos, vestuário e materiais elétricos estiveram entre os destaques das importações. 
Acompanhar os indicadores setoriais ajuda a calibrar decisões de suprimentos e exposição ao mercado externo. Monitore.

“MDIC publica manuais para orientar empresas sobre o Acordo MERCOSUL-EFTA”

Publicado: 01/09/2026

Reúne orientações sobre três frentes e prevê aplicação bilateral em 1º de outubro e 1º de novembro

📋 Com a disponibilização dos materiais, empresas brasileiras passaram a contar com orientações sobre as condições previstas no acordo.O conteúdo aborda desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas. A aplicação bilateral ficou marcada para 1º de outubro com a Islândia e 1º de novembro com a Noruega.

O acesso preferencial alcança um mercado de aproximadamente 290 milhões de consumidores e envolve quatro países da EFTA.
Para Suíça e Liechtenstein, a aplicação permanecia dependente da conclusão dos processos de internalização em cada país.

A preparação operacional exige atenção aos critérios que condicionam o tratamento tarifário preferencial.
Revisar produtos, origem e condições tarifárias antes das datas de aplicação reduz o risco de enquadramentos incorretos. Revise.

“Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI e Reunião Informal de Chanceleres do MERCOSUL – Montevidéu, 2 de setembro de 2026”

Publicado: 01/09/2026

Trocas do bloco somaram US$ 438 bilhões no 1º semestre, alta de 9% sobre 2025

📋 Na agenda de 2 de setembro, ministros da ALADI discutiram harmonização regulatória, barreiras técnicas e a escolha do novo Secretário-Geral.
Os chanceleres do MERCOSUL trataram das negociações externas, da implementação de acordos assinados e da renovação do FOCEM.
O intercâmbio entre os Estados Partes passou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para aproximadamente US$ 51 bilhões em 2025.
As trocas do MERCOSUL com outros mercados alcançaram US$ 438 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9% sobre 2025.
A convergência regulatória e os acordos externos podem alterar requisitos e condições de acesso aos mercados regionais.
Para empresas brasileiras, mudanças regulatórias exigem acompanhamento de requisitos aplicáveis às operações internacionais.
Revise.

“Navegantes terá centro de distribuição da Aurora de R$ 600 milhões”

Publicado: 02/09/2026

Caminhões de carga refrigerada com a marca Aurora estacionados em pátio, com caçambas traseiras e rodas alinhadas no asfalto e céu azul ao fundo.
Obra integra investimentos da cooperativa para ampliar rede de distribuição (Foto: João Batista)

Projeto prevê R$ 600 milhões e 1,3 mil oportunidades de trabalho em Navegantes

🏭 Com investimento de R$ 600 milhões, a Aurora anunciou um Centro de Distribuição em Navegantes, com armazenagem de produtos congelados, resfriados e secos.
O complexo deverá contar com câmaras refrigeradas, docas, balanças rodoviárias e pátio para veículos pesados, além de estruturas de apoio a motoristas.
A estimativa divulgada é de 350 empregos diretos e cerca de mil indiretos na região. Ainda não havia previsão definida para o início da implantação.
Para as cadeias alimentícias catarinenses, o empreendimento adiciona capacidade de armazenagem e distribuição em uma área próxima a rodovias e ao complexo portuário.
A estrutura poderá alterar fluxos de transporte e demanda por serviços logísticos conforme a implantação avance. O acompanhamento deve considerar capacidade, acessos e conexão com operações de exportação.
Mapeie.

“Brasil tem alta no abate de frangos e recorde nas exportações da carne”

Publicado: 02/09/2026

Foto de frangos brancos com cristas vermelhas em uma granja, observados em primeiro plano, com iluminação de galpão ao fundo e outros animais em sequência.
Avicultura brasileira cresce e leva tecnologia para dentro dos incubatórios Foto cedida: Zoetis

 2,936 milhões de toneladas embarcadas no semestre; abate soma 1,71 bilhão de aves no primeiro trimestre

📈 O Fato: A avicultura brasileira registrou 1,71 bilhão de frangos abatidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 3,6%.
As exportações de carne de frango somaram 2,936 milhões de toneladas no primeiro semestre, crescimento de 12,9%.
O Impacto: O desempenho amplia a relevância da cadeia avícola brasileira no comércio exterior e mantém demanda por operações internacionais de alimentos.
Para exportadores, escala e regularidade sanitária são fatores centrais na continuidade dos embarques.
A Ação: A adoção de vacinação in ovo e ferramentas digitais de acompanhamento reforça o controle dos processos produtivos.
Operadores da cadeia devem integrar informações sanitárias e logísticas ao planejamento dos embarques. Mapeie.

“EUA avaliam tarifas sobre semicondutores para incentivar produção nacional”

Publicado: 02/09/2026

Close-up de uma placa de circuito eletrônica com componentes SMD, trilhas e chips integrados azul e branco, mostrando detalhes de soldas e conectores.
Chips semicondutores em placa de circuito de computadores • 25/02/2022 REUTERS/Florence Lo

Governo oferece benefício tributário a empresas que ampliarem fabricação em território doméstico

📋 Com a proposta em avaliação, o governo dos Estados Unidos indicou alívio tributário para empresas que ampliarem a fabricação de chips no país.
Howard Lutnick afirmou que a política adotará tarifas direcionadas e vinculou o benefício à expansão da capacidade produtiva doméstica.
A medida permanecia em avaliação em 2 de setembro de 2026.

A vinculação entre benefício tributário e fabricação local cria um critério adicional para decisões de produção e abastecimento no mercado internacional.
Empresas dependentes de componentes eletrônicos precisam considerar possíveis mudanças nas condições de acesso ao mercado americano.
A proposta também pode alterar decisões de localização industrial dentro das cadeias globais de tecnologia.

A tendência é de maior uso da política comercial para estimular capacidade produtiva doméstica.
Para operações internacionais, vale acompanhar as condições que serão definidas para acesso ao benefício e seus efeitos sobre fornecedores.
Monitore.

“FIESC orienta empresas exportadoras sobre regras de rastreabilidade da UE”

Publicado: 02/09/2026

Vendedora em loja de roupas usa celular e valida etiquetas em uma jaqueta verde em cabides, enquanto organiza peças no ambiente comercial.
O Passaporte Digital de Produto funciona como uma espécie de identidade digital do produto. Foto: Adobe Stock.

Webinar em 8 de setembro aborda Pacto Verde Europeu e Passaporte Digital de Produto

📋 O Fato: com o avanço das exigências ambientais europeias, empresas catarinenses precisam considerar novos requisitos de sustentabilidade, circularidade e transparência.
O Passaporte Digital de Produto reúne dados sobre materiais, origem, sustentabilidade e ciclo de vida.
A aplicação do DPP ficou prevista de forma progressiva a partir de 2027.

O Impacto: para cadeias catarinenses que fornecem ao mercado europeu, a rastreabilidade passa a envolver informações ao longo de toda a cadeia de valor.
Indústrias com produtos destinados à União Europeia precisarão estruturar dados capazes de atender aos requisitos de transparência e sustentabilidade.

A Ação: a preparação envolve identificar quais informações dos produtos já estão disponíveis e quais precisam ser estruturadas para atender aos requisitos europeus.
A adequação antecipada reduz o risco de lacunas documentais quando as novas exigências forem aplicadas. Revise.

“CNA pede medidas contra UE após embargo à carne do Brasil”

Publicado: 02/09/2026

Confederação solicita compensações comerciais e apuração de qualidade em importações de azeite

⚖️ A partir de 3 de setembro, a União Europeia suspendeu as importações de carnes brasileiras por questões relacionadas ao cumprimento de normas sobre antimicrobianos.
A CNA solicitou ao Itamaraty o acionamento do Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões, com possibilidade de suspensão de concessões tarifárias ao bloco.
Em 2025, as exportações brasileiras de carnes bovina e de frango para a UE somaram cerca de US$ 1,8 bilhão.
A entidade também pediu ao Ministério da Agricultura investigação sobre identidade, qualidade e classificação de azeites importados, especialmente produtos apresentados como extravirgens.

O bloqueio afeta um mercado estratégico para a carne bovina brasileira, sem substituição automática para destinos que demandam cortes e especificações diferentes.
Para importadores, divergências de classificação podem gerar riscos regulatórios e comerciais, exigindo atenção à conformidade documental e às características declaradas.

A cadeia de carne bovina mantém um protocolo privado de controle sobre antimicrobianos e fornece subsídios técnicos às negociações governamentais.
Na gestão das operações, confira requisitos regulatórios dos mercados de destino e a documentação dos produtos importados. Revise.

“Marinha libera com restrições canal do complexo portuário”

Publicado: 03/09/2026

Vista aérea do porto com navios de carga e contêineres no cais, guindastes e equipamentos portuários em operação, com céu azul e montanhas ao fundo.
Manobras vão ocorrer nos períodos de maré enchente (Foto: Reprodução)

Manobras de navios retomadas às 11h30 após quase três dias de interrupção

⚓ O Fato: Após quase três dias de interrupção, as manobras de entrada e saída de embarcações foram retomadas às 11h30 desta quinta-feira.
A correnteza provocada pelo elevado volume de chuvas na Bacia do Rio Itajaí-Açu havia tornado a navegação impraticável.
A retomada ocorreu de forma parcial, com operações concentradas nos períodos mais favoráveis de maré enchente e sob parâmetros de segurança.
Às 13h, o navio Athens iniciou a desatracação na Portonave.

O Impacto: A retomada permite reabrir a movimentação de embarcações no Complexo Portuário de Itajaí, mas as condições de correnteza ainda limitam as manobras.
A programação operacional envolve os terminais efetivamente afetados pelas condições de acesso, incluindo Portonave e Porto de Itajaí.
A movimentação informada registrava nove navios atracados em Itajaí, sete ao largo e 53 esperados.

A Ação: A concentração das manobras em janelas favoráveis de maré exige acompanhamento operacional contínuo enquanto persistirem as condições hidrológicas.
Programações de atracação, desatracação e chegada devem considerar as janelas autorizadas e os parâmetros definidos pela Autoridade Marítima.
Acompanhe as condições de navegação e ajuste a programação conforme as janelas operacionais disponíveis. Monitore.

“Fim da “taxa das blusinhas” ameaça empregos na indústria e no comércio”

Publicado: 03/09/2026

Pessoa usando um cartão bancário na mão enquanto realiza uma compra no computador, em ambiente de trabalho, com smartphone sobre a mesa ao fundo desfocado.
Para a FIESC, a decisão do Congresso representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional. Foto: Freepik.

Congresso aprova isenção tributária para remessas de até US$ 50

📈 Com a aprovação da medida, encomendas internacionais de até US$ 50 deixam de recolher imposto de importação, segundo a FIESC.
A CNI estima aumento de 28% nas pequenas encomendas internacionais e risco para 109 mil postos de trabalho no país.
Em Santa Catarina, o impacto alcança especialmente micro e pequenas empresas e segmentos como o têxtil.
A alteração amplia a assimetria tributária entre produtos importados e nacionais. Revise a exposição competitiva.

Conclusão

A Week 36 revelou tarifas norte-americanas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. O canal de acesso ao Porto de Itajaí permaneceu interrompido por quase três dias. A retomada ocorreu sob janelas de maré enchente. Nove navios permaneciam atracados em Itajaí após a liberação parcial. Outras 53 embarcações eram esperadas, ampliando a pressão sobre a programação portuária. O drawback suspensão recebeu possibilidade de extensão por até 12 meses para atos elegíveis. O risco comercial permanece concentrado nas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros. O risco logístico permanece associado às restrições de navegação.

Por outro lado, a rota AmerXL passou a oferecer seis conexões semanais entre Charleston e a América do Sul. Charleston dispõe de mais de 2.000 tomadas para contêineres refrigerados. O comércio com a Índia alcançou US$ 10,1 bilhões no acumulado até julho. Esses movimentos ampliam alternativas para cargas refrigeradas. Também abrem espaço para diversificação de destinos. O acordo MERCOSUL-EFTA adicionou orientações sobre desgravação tarifária. As regras de origem ganham relevância para o acesso preferencial. A necessidade de diversificação logística permanece como condição estrutural para operações internacionais. A adaptação regulatória permanece igualmente central para preservar acesso aos mercados.

Diante desse cenário, onde a sua operação possui menor margem para absorver uma interrupção logística, uma tarifa adicional ou uma exigência regulatória?

FAQ da semana

O que aconteceu com o acesso ao Porto de Itajaí em 31 de agosto de 2026?

A Autoridade Marítima suspendeu as manobras de entrada e saída às 16h20 de 31 de agosto, após a correnteza ultrapassar os parâmetros de segurança. A vazão elevada também transportou sedimentos para o canal, enquanto a draga Hopper TSHD Utrecht trabalhava na retirada do material depositado.

Quando as operações no canal de acesso ao Porto de Itajaí foram retomadas?

As manobras de entrada e saída foram retomadas às 11h30 de 3 de setembro, após quase três dias de interrupção. A liberação ocorreu de forma parcial, com operações concentradas nos períodos mais favoráveis de maré enchente e sob parâmetros de segurança.

Como a expansão portuária de Itapoá pode afetar a logística de Santa Catarina?

Itapoá alcançou 37.488 moradores e registrou crescimento populacional de 154% desde 2010, segundo o IBGE. O município também passou de 4 mil para 7,5 mil trabalhadores com carteira assinada desde 2020, enquanto a expansão da infraestrutura portuária pode alterar fluxos de cargas, demanda por serviços e distribuição regional.

Quais mudanças tarifárias afetaram os aeroportos de Florianópolis e Salvador?

Em Florianópolis, o teto de embarque passou para R$ 56,69 no doméstico e R$ 108,17 no internacional. Os tetos de armazenagem e capatazia dos dois terminais subiram 4,64%, enquanto os novos limites poderiam ser cobrados 30 dias após a divulgação pelas concessionárias.

Empresas afetadas pelas tarifas dos EUA puderam prorrogar atos de drawback?

 A Portaria Secex nº 536 permitiu extensão de até 12 meses para atos concessórios de drawback suspensão considerados elegíveis. O prazo final de vigência precisava estar entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, sem encerramento do ato, e a solicitação exigia comprovação documental da intenção comercial.

Como evoluiu o comércio entre Brasil e Índia até julho de 2026?

A corrente de comércio alcançou US$ 10,1 bilhões nos primeiros sete meses de 2026, com alta de 32,9%. As exportações brasileiras chegaram a US$ 5,89 bilhões, crescimento de 82,1%, com petróleo, óleos vegetais, minério de ferro, açúcares e algodão entre os produtos relevantes.

O que o acordo MERCOSUL-EFTA muda para empresas brasileiras?

Os materiais divulgados pelo MDIC abordaram desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas. A aplicação bilateral ficou marcada para 1º de outubro com a Islândia e 1º de novembro com a Noruega, enquanto para Suíça e Liechtenstein a aplicação permanecia dependente da conclusão dos processos de internalização.

Que alternativa marítima foi registrada para cargas refrigeradas entre Charleston e a América do Sul?

A rota AmerXL passou a oferecer seis conexões semanais entre Charleston e a América do Sul, atendendo Cartagena, Guayaquil, Callao e San Antonio. Charleston dispõe de mais de 2.000 tomadas para contêineres refrigerados, e os tempos de trânsito no sentido sul variam de cinco a 17 dias.

[NEWS]COMEX

Balança Comercial

Atualizado em 06/08/2026

Comércio Exterior Brasileiro – US$ bilhões (FOB)

 
34,1 27,1 61,2 + 7,1
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Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Julho/2026
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