[NEWS]COMEX - Week 16 | 2026

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“Logística e oferta de insumos desafiam o setor produtivo catarinense”

Publicado: 13/04/2026

Logística e oferta de insumos desafiam o setor produtivo catarinense
Grupo se reuniu na sede da FACISC, em Florianópolis. Foto: Elida Ruivo

Gargalos logísticos e pressão por insumos expõem riscos operacionais — e exigem estratégias mais inteligentes para sustentar a competitividade.

🚢 A cadeia produtiva de Santa Catarina enfrenta um alerta crítico: a combinação entre escassez de insumos e limitações logísticas começa a pressionar diretamente a eficiência das operações de importação e exportação — com reflexos imediatos no Vale do Itajaí e no fluxo do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu.

O estado, altamente dependente de milho para sustentar sua cadeia de proteína animal, produz cerca de 2,3 milhões de toneladas, mas consome até 8 milhões — podendo chegar a 10 milhões nos próximos anos. Esse gap estrutural amplia a necessidade de importação e intensifica a dependência de uma logística eficiente e previsível.

O desafio se agrava com o déficit nacional de armazenagem, estimado em 25%, e com uma matriz de transporte excessivamente rodoviária. Para operadores logísticos e indústrias da região, isso significa maior exposição a rupturas no abastecimento, aumento de custos e perda de competitividade internacional.

No Vale do Itajaí, esse cenário pressiona diretamente a performance portuária: a necessidade de sincronizar importações de grãos, gestão de estoques e distribuição interna exige operações cada vez mais integradas e orientadas por dados. A eficiência logística deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito.

Além disso, fatores estruturais como a redução da força de trabalho no transporte rodoviário e o envelhecimento dos motoristas adicionam uma camada de risco operacional relevante para os próximos ciclos logísticos.

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil também entra na equação, elevando a disputa por matéria-prima e pressionando ainda mais a cadeia de suprimentos — um ponto de atenção para indústrias exportadoras que dependem de previsibilidade de custos.

Nesse contexto, a leitura estratégica do supply chain ganha protagonismo. Antecipar movimentos, diversificar origens e otimizar rotas logísticas se tornam ações essenciais para mitigar riscos e garantir continuidade operacional.

O cenário exige mais do que adaptação — demanda inteligência logística aplicada. E é justamente nesse ambiente de complexidade que decisões bem estruturadas transformam gargalos em vantagem competitiva.

“Dólar fecha abaixo dos R$ 5 e reflete força relativa do fluxo para mercados emergentes”

Publicado: 14/04/2026

Dólar fecha abaixo dos R$ 5 e reflete força relativa do fluxo para mercados emergentes
Foto: UnsplashDólar abaixo de R$ 5: o que o mercado espera daqui para frente?

Câmbio abaixo de R$ 5 reposiciona o Brasil no radar global e abre uma janela estratégica para ganho de margem nas operações internacionais.

🌍 O dólar abaixo de R$ 5 marca um ponto de inflexão relevante para o comércio exterior brasileiro — e seus efeitos já começam a reverberar diretamente nas operações logísticas do Sul do país, incluindo o dinâmico eixo do Vale do Itajaí. Com a quinta queda consecutiva da moeda norte-americana, impulsionada pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes, o Brasil volta a ganhar protagonismo no cenário global.

Esse movimento fortalece o real e reduz o custo de importação, criando um ambiente mais favorável para aquisição de insumos, máquinas e tecnologia — fatores críticos para indústrias catarinenses que operam com alta dependência de sourcing internacional. Ao mesmo tempo, exportadores precisam recalibrar suas estratégias comerciais, já que a valorização cambial pode pressionar margens e competitividade externa.

No contexto do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, a tendência é de aumento na previsibilidade das operações financeiras, facilitando o planejamento logístico e contratos internacionais mais robustos. A entrada consistente de capital estrangeiro, aliada ao diferencial de juros brasileiro, reforça a atratividade do país e amplia o fluxo de negócios — refletindo diretamente na movimentação portuária e na corrente de comércio.

Além disso, a combinação de fatores globais — como desaceleração da economia americana, queda do índice DXY e estabilidade geopolítica — cria um cenário de maior apetite ao risco, beneficiando ativos brasileiros e sustentando o câmbio em patamares mais competitivos.

Ainda assim, o momento exige inteligência estratégica: a volatilidade cambial permanece no radar, e decisões de importação, hedge e formação de preço precisam ser cada vez mais orientadas por dados e timing de mercado.

Nesse cenário, transformar câmbio em vantagem competitiva deixa de ser opcional — passa a ser uma alavanca essencial para quem busca eficiência, previsibilidade e escala no comércio internacional.

“A oportunidade mora ao lado”

Publicado: 14/04/2026

A oportunidade mora ao lado
Política econômica liberal incluiu desregulamentação e eliminação de barreiras à importação - Foto: Adobestock

A reabertura econômica da Argentina reposiciona o Mercosul e cria uma rota estratégica para expansão e diversificação das exportações catarinenses.

📦 A retomada da previsibilidade econômica na Argentina está redesenhando o mapa de oportunidades para o comércio exterior catarinense — e o Vale do Itajaí entra nesse movimento como um hub logístico pronto para capturar essa nova demanda regional. Com crescimento de 31% nas exportações brasileiras e alta de 17% em Santa Catarina, o país vizinho volta ao radar como um parceiro comercial estratégico.

A guinada liberal do governo argentino, marcada pela redução de barreiras à importação e maior segurança jurídica, elimina gargalos históricos e reativa o fluxo de negócios. Para exportadores da região, isso significa menos fricção operacional, maior previsibilidade contratual e um ambiente mais propício para expansão comercial.

Setores tradicionais de Santa Catarina, como têxtil, metalmecânico e moveleiro, já começam a reagir. Missões empresariais recentes indicam potencial imediato de negócios, com destaque para a indústria de móveis — que encontrou na Argentina um mercado com demanda latente e menor concorrência asiática, impulsionada pela proximidade logística e vantagens do Mercosul.

No contexto do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, essa reaproximação tende a acelerar o fluxo de cargas regionais, com operações mais ágeis e ciclos logísticos reduzidos. A menor distância e a flexibilidade operacional frente a players globais criam uma vantagem competitiva clara para empresas catarinenses.

Além da exportação direta, o cenário abre espaço para integração produtiva: cadeias regionais entre Brasil e Argentina ganham força, com potencial de atender mercados como a União Europeia de forma mais eficiente e estratégica.

Apesar de sinais positivos, o momento exige leitura tática — os compradores argentinos estão mais seletivos, negociando volumes menores e priorizando previsibilidade. Isso eleva o nível de exigência nas operações e reforça a importância de inteligência comercial e logística integrada.

Mais do que uma retomada, trata-se de uma reconfiguração estratégica do Mercosul. E para quem atua com visão de longo prazo, a oportunidade não está apenas em vender mais — mas em se posicionar melhor dentro de uma nova dinâmica regional.

“Porto de São Francisco e Sindiporto assinam acordo para implantar sistema de energia sustentável para rebocadores”

Publicado: 15/04/2026

Descarbonização portuária avança em SC e eleva o padrão operacional para atender às novas exigências do comércio global.

🚢 O Porto de São Francisco do Sul dá um passo estratégico rumo à logística sustentável ao implantar um sistema de energia elétrica para rebocadores — uma iniciativa que acompanha padrões internacionais e sinaliza a evolução da infraestrutura portuária catarinense.

A proposta elimina o uso de motores auxiliares durante períodos de inatividade, reduzindo emissões, consumo de combustível e custos operacionais. Na prática, trata-se de um ganho direto em eficiência energética e sustentabilidade — dois pilares cada vez mais exigidos por cadeias globais de suprimento.

Para o ecossistema logístico de Santa Catarina, incluindo o Vale do Itajaí e o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, o impacto é claro: a modernização de portos eleva o nível competitivo da região, tornando-a mais aderente às exigências ESG de armadores e clientes internacionais.

Além disso, iniciativas como essa contribuem para a redução do custo total das operações portuárias no médio prazo, ao otimizar o uso de recursos e aumentar a eficiência das manobras — etapa crítica na dinâmica de atracação e desatracação de navios.

O investimento, viabilizado em parceria com o setor privado, reforça um modelo inteligente de զարգvimento: inovação sem aumento direto de custos públicos, com foco em retorno operacional e ganho de imagem institucional.

Outro ponto relevante é o potencial de incentivo tarifário na energia elétrica, que pode acelerar a adoção do sistema e gerar benefícios financeiros adicionais aos operadores envolvidos.

Esse movimento posiciona Santa Catarina dentro de uma agenda global de portos verdes, onde eficiência operacional e responsabilidade ambiental caminham lado a lado — um fator decisivo para atração de novas rotas e ampliação de volumes.

Para empresas que atuam com importação e exportação, isso significa operar em ambientes mais modernos, sustentáveis e alinhados às exigências do futuro do comércio internacional.

A transformação já começou — e ela acontece nos detalhes que redefinem performance, custo e posicionamento global.

“Governo do Estado inaugura maior estação de transferência de custódia de gás natural de SC”

Publicado: 16/04/2026

Governo do Estado inaugura maior estação de transferência de custódia de gás natural de SC
Foto: Jonatã Rocha / Secom GOV SC

Nova infraestrutura energética elimina gargalos industriais e reposiciona Santa Catarina para escalar competitividade no cenário global.

🚢 A inauguração da maior Estação de Transferência de Custódia de gás natural de Santa Catarina marca um avanço estrutural com impacto direto na competitividade industrial e logística do estado — refletindo, em cadeia, no desempenho das operações de comércio exterior no Vale do Itajaí.

Com capacidade superior a 1,8 milhão de m³/dia, a nova estrutura elimina um gargalo crítico no abastecimento energético do Sul catarinense, garantindo maior previsibilidade e estabilidade para indústrias intensivas em energia — fator decisivo para produção voltada à exportação.

Para empresas que operam no eixo logístico do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, o impacto é estratégico: maior segurança energética reduz riscos operacionais, melhora o planejamento produtivo e fortalece a confiabilidade dos contratos internacionais, especialmente em segmentos como cerâmica, metalmecânico e químico.

A expansão de 70 km de gasodutos dentro do projeto Redes do Sul também amplia a capilaridade da distribuição, criando condições para atração de novos investimentos industriais — o que, na prática, tende a gerar aumento no volume de cargas e dinamismo nas operações portuárias da região.

Além disso, a proximidade com o gasoduto Bolívia-Brasil posiciona Santa Catarina de forma ainda mais integrada às rotas energéticas estratégicas da América do Sul, reduzindo vulnerabilidades e elevando o nível de resiliência da cadeia produtiva.

Esse movimento reforça uma tendência clara: infraestrutura energética deixou de ser suporte e passou a ser alavanca competitiva no comércio internacional. Empresas com acesso a energia estável e eficiente operam com maior previsibilidade de custos e maior capacidade de escala.

Para o comércio exterior, isso se traduz em operações mais robustas, prazos mais confiáveis e maior competitividade global — especialmente em mercados que exigem consistência e performance contínua.

Em um cenário onde eficiência operacional é determinante, investir — ou se posicionar — em regiões com infraestrutura consolidada não é apenas estratégico: é decisivo para sustentar crescimento e ampliar presença internacional.

“Estrada Boa: Governo do Estado autoriza pavimentação da SC-442 entre Morro da Fumaça e Cocal do Sul ”

Publicado: 16/04/2026

Estrada Boa: Governo do Estado autoriza pavimentação da SC-442 entre Morro da Fumaça e Cocal do Sul
Foto: Marllon Legnaghi/ GOVSC

Infraestrutura viária estratégica acelera o fluxo logístico e reduz custos operacionais no corredor produtivo do Sul catarinense.

🚢 A pavimentação da SC-442 representa mais do que uma obra regional — é um avanço tático na eficiência logística de Santa Catarina, com reflexos diretos no escoamento de cargas que impactam o Vale do Itajaí e o desempenho do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu.

Com investimento de R$ 7,2 milhões e conexão estratégica com a BR-101, o novo trecho de 3,4 km fortalece a integração entre polos produtivos do Sul do estado, reduzindo gargalos no transporte rodoviário e otimizando o fluxo de mercadorias rumo aos portos catarinenses.

Na prática, isso se traduz em menor tempo de trânsito, redução de custos logísticos e maior previsibilidade nas operações — fatores críticos para empresas que operam com importação e exportação em mercados altamente competitivos.

A retirada de cargas pesadas do centro urbano de Cocal do Sul também melhora a fluidez e segurança, criando um ambiente mais eficiente para o transporte de alto volume, especialmente em setores como cerâmica, metalmecânico e agronegócio.

Para o Vale do Itajaí, que atua como hub logístico do estado, essa melhoria amplia a eficiência da malha rodoviária conectada aos portos, impactando diretamente o lead time das operações e a competitividade dos exportadores catarinenses.

Além disso, a obra reforça um movimento mais amplo de modernização da infraestrutura estadual, essencial para sustentar o crescimento da corrente de comércio e absorver o aumento da demanda por transporte de cargas.

Em um cenário onde cada hora e cada quilômetro impactam o custo final, investimentos como esse deixam de ser apenas estruturais e passam a ser estratégicos para o posicionamento global das empresas.

A eficiência logística começa na origem — e corredores mais inteligentes são o primeiro passo para operações internacionais mais competitivas, previsíveis e escaláveis.

“Santa Catarina agora pode exportar maçã diretamente pelos portos catarinenses”

Publicado: 16/04/2026

Santa Catarina agora pode exportar maçã diretamente pelos portos catarinenses
Com autorização da certificação que passa a ser feita em SC, produtores não precisam mais enviar a fruta ao RS antes do embarque para outros países – Foto: Ricardo Trida / SECOM

Certificação na origem elimina gargalos históricos e transforma Santa Catarina em um hub mais ágil para exportações de perecíveis.

📦 A liberação da certificação fitossanitária da maçã diretamente em Santa Catarina redefine a eficiência logística do setor e fortalece o posicionamento do estado — especialmente do Vale do Itajaí — como um corredor estratégico para exportações de alto valor agregado.

Com a possibilidade de certificar a carga em polos como São Joaquim e Fraiburgo, os produtores eliminam etapas críticas do processo, antes dependentes do Rio Grande do Sul ou de filas operacionais nos portos. O resultado é direto: redução de custos logísticos, ganho de até 15 dias na vida útil da fruta e maior competitividade no mercado internacional.

Para o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, o impacto é imediato. A descentralização da certificação reduz o tempo de permanência de contêineres nos terminais, aumenta a fluidez operacional e melhora a previsibilidade das exportações — especialmente para cargas perecíveis que exigem agilidade e controle rigoroso de prazos.

Além disso, a proximidade com portos como Imbituba amplia a flexibilidade logística, permitindo escolhas mais estratégicas de embarque e redução de lead time. Essa eficiência se traduz em melhores condições comerciais e maior capacidade de resposta às demandas globais.

Santa Catarina, responsável por mais de 50% da produção nacional de maçãs, projeta exportar cerca de 20 mil toneladas nesta safra — agora com uma estrutura mais integrada, eficiente e alinhada às exigências internacionais.

A evolução também reforça a importância da sanidade vegetal como diferencial competitivo. O controle rigoroso de pragas e a certificação na origem elevam o padrão da operação e ampliam o acesso a mercados mais exigentes.

Na prática, essa mudança reposiciona a cadeia produtiva: menos burocracia, mais velocidade e maior valor percebido no destino final. Para operações de comércio exterior, isso representa um salto em eficiência e confiabilidade.

Em um cenário onde tempo é fator crítico, encurtar distâncias operacionais é o que diferencia quem compete de quem lidera.

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Atualizado em 07/04/2026

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