[NEWS]COMEX - Week 23 | 2026

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Introdução

A semana de 01 a 08 de junho de 2026 revelou um cenário de contrastes para o Comércio Exterior brasileiro. Enquanto novos mercados, investimentos em infraestrutura e ampliação da conectividade logística criam oportunidades relevantes para empresas exportadoras e importadoras, o aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos adiciona uma camada extra de atenção ao planejamento internacional. Em um ambiente marcado por mudanças regulatórias, disputas geopolíticas e avanços na infraestrutura, a capacidade de adaptação tornou-se um diferencial competitivo para organizações que atuam em Importação e Exportação. O período também evidenciou como a Logística Internacional está cada vez mais conectada a fatores regulatórios, climáticos e tecnológicos, exigindo uma visão integrada da Cadeia de Suprimentos para garantir eficiência operacional e acesso sustentável aos mercados globais.

Consequentemente, os principais destaques regionais vieram do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, que segue consolidando sua posição estratégica para o Comércio Exterior brasileiro. O Porto de Itajaí registrou avanços importantes ao ampliar para 12 linhas internacionais regulares de navegação e atrair investimentos privados para reforço da capacidade operacional. O terminal também recebeu a draga Utrecht para manutenção das profundidades do canal de acesso, iniciativa fundamental para garantir segurança e competitividade logística. Paralelamente, foi criada uma comissão especial para monitorar possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, fortalecendo a gestão preventiva dos riscos operacionais. No contexto do Vale do Itajaí, as melhorias na SC-486 e a modernização de corredores logísticos reforçam a integração entre infraestrutura rodoviária e operações portuárias. Esses movimentos ampliam a capacidade de Santa Catarina em sustentar fluxos crescentes de Importação e Exportação, fortalecendo a resiliência da Cadeia de Suprimentos regional.

Além disso, o cenário nacional trouxe sinais importantes para empresas que acompanham o ambiente regulatório e comercial. O governo federal ampliou o acesso ao Plano Brasil Soberano, reduzindo exigências para obtenção de crédito voltado à Exportação. A medida surge em um momento de crescente preocupação com possíveis impactos das tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, o agronegócio brasileiro ampliou sua presença internacional, alcançando 616 mercados habilitados e reforçando sua relevância para o Comércio Exterior nacional. Os dados da balança comercial também demonstraram resiliência. O superávit brasileiro alcançou US$ 7,823 bilhões em maio, impulsionado principalmente pelas exportações de soja e cobre. Em Santa Catarina, setores industriais acompanham com atenção os desdobramentos das discussões tarifárias norte-americanas, especialmente aqueles ligados à manufatura, tecnologia, metalmecânico e têxtil. O momento reforça a importância da diversificação de mercados e do fortalecimento da Logística Internacional para reduzir vulnerabilidades comerciais.

Por outro lado, os movimentos geopolíticos observados nesta semana evidenciam transformações relevantes nas cadeias globais. A proposta de aplicação de tarifas adicionais de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros gerou preocupações em diversos segmentos exportadores. O debate ganhou contornos ainda mais amplos ao envolver temas tecnológicos e regulatórios, incluindo referências ao sistema Pix no relatório norte-americano. Paralelamente, a China implementou novas exigências para importação de produtos alimentícios, ampliando controles sanitários e requisitos de rastreabilidade. Em contrapartida, negociações entre Mercosul e Canadá avançaram em áreas estratégicas, enquanto iniciativas de aproximação com a Europa ganharam força por meio da promoção do Porto de Las Palmas como alternativa logística para empresas catarinenses. Essas movimentações demonstram que a Cadeia de Suprimentos global permanece em processo de reconfiguração, exigindo monitoramento constante de mercados, regulações e acordos comerciais.

Em paralelo, as tendências observadas apontam para um ambiente cada vez mais orientado pela diversificação de mercados, fortalecimento da infraestrutura e aumento da exigência regulatória. A nova rota aérea direta entre Brasil e Bélgica amplia possibilidades para operações de maior valor agregado, enquanto investimentos em aeroportos, rodovias, energia e portos reforçam a competitividade de Santa Catarina no cenário internacional. O Porto de Itajaí segue como peça central dessa transformação, ampliando sua conectividade global e fortalecendo o papel do Vale do Itajaí como hub logístico estratégico. Nas próximas semanas, gestores de Comércio Exterior deverão acompanhar atentamente a evolução das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, os avanços dos acordos internacionais em discussão e os impactos das novas exigências regulatórias chinesas. Em um contexto de mudanças aceleradas, empresas capazes de alinhar estratégia, inteligência de mercado e eficiência operacional estarão mais preparadas para capturar oportunidades e fortalecer sua posição na Logística Internacional.

“China exige novas regras para importação de produtos alimentícios”

Novas exigências da China ampliam controles sanitários na exportação de alimentos.

🌍 A China passou a aplicar, em 1º de junho, o Decreto nº 280 da Administração Geral de Alfândegas (GAC), substituindo a norma vigente desde 2021. O regulamento cria um modelo de registro baseado em risco, inclui armazéns frigorificados estrangeiros nas exigências regulatórias e mantém registros com validade de cinco anos, em grande parte renovados automaticamente. O controle oficial permanece obrigatório para 17 categorias de maior risco sanitário.

A medida afeta exportadores de carnes, lácteos, pescados, ovos, mel, óleos comestíveis, frutas secas e outros alimentos que atendem o mercado chinês. A adequação documental e operacional passa a ser fator crítico para preservar o acesso a um dos principais destinos das exportações agroindustriais brasileiras, aumentando a relevância da conformidade regulatória nas cadeias globais de suprimentos.

A tendência é de maior rastreabilidade e rigor sanitário nas importações chinesas. Empresas que exportam alimentos devem revisar imediatamente seus registros no sistema CIFER, validar processos de armazenagem refrigerada e verificar se suas operações se enquadram nas 17 categorias sujeitas à recomendação oficial. Antecipar ajustes reduz riscos de bloqueios, atrasos aduaneiros e interrupções comerciais.

“LATAM lança rota para Bruxelas, seu 10º destino na Europa, e passa a ser a única aérea a ligar Brasil e Bélgica sem escalas”

Nova rota aérea amplia exportação e importação entre Brasil e Europa com mais de 100 toneladas semanais de carga.

📦 A LATAM inaugurou em 1º de junho sua nova rota direta entre São Paulo/Guarulhos e Bruxelas, tornando-se a única companhia aérea a conectar Brasil e Bélgica sem escalas. O voo inaugural registrou 100% de ocupação. Operada três vezes por semana com aeronaves Boeing 787-9, a rota tem capacidade para transportar mais de 100 toneladas de carga por semana, além de 300 passageiros por voo.

A nova ligação fortalece o comércio exterior Brasil-Europa ao ampliar a conectividade logística para cargas de alto valor agregado. Produtos farmacêuticos importados da Bélgica ganham uma alternativa mais rápida de transporte, enquanto exportadores brasileiros passam a contar com um novo canal de acesso à Europa Ocidental e ao Norte europeu. Empresas catarinenses dos setores químico, metal-mecânico, têxtil e tecnológico podem se beneficiar de maior previsibilidade logística e redução nos tempos de trânsito.

A expansão das rotas cargueiras e de passageiros entre Brasil e Europa acompanha a crescente demanda por cadeias de suprimentos mais ágeis e resilientes. Gestores de comércio exterior devem revisar suas estratégias logísticas para identificar oportunidades de embarques aéreos em cargas urgentes, sensíveis ou de alto valor agregado, além de reavaliar conexões europeias que possam gerar ganhos operacionais e comerciais nas próximas semanas.

“Porto de Itajaí realiza primeira reunião da comissão especial sobre o El Niño”

Porto de Itajaí fortalece gestão climática para garantir continuidade da logística SC.

⚓ A Superintendência do Porto de Itajaí realizou, em 26 de maio, a primeira reunião da Comissão Especial de Monitoramento e Avaliação dos Potenciais Impactos do El Niño. Instituída pela Portaria nº 023, de 19 de maio de 2026, a iniciativa reúne autoridades portuárias, órgãos públicos, instituições técnicas e operadores privados para acompanhar riscos climáticos e definir medidas preventivas.

A criação da comissão amplia a capacidade de resposta do Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu frente a eventos climáticos que podem afetar a navegação, a infraestrutura e o fluxo de cargas. Para importadores e exportadores da região, a iniciativa reduz incertezas operacionais e fortalece a resiliência das cadeias logísticas que movimentam setores como alimentos, têxtil, madeira e máquinas.

A tendência é de maior integração entre monitoramento climático e planejamento portuário. Gestores que operam pelo Porto de Itajaí podem revisar planos de contingência, validar alternativas logísticas e acompanhar indicadores hidrológicos e meteorológicos para minimizar riscos de atrasos e impactos na programação de embarques.

“SCGÁS lança chamada pública para suprimento de gás natural e biometano em Chapecó”

Publicado: 02/06/2026

Complexo industrial com tanques de armazenamento e tubulações metálicas amarelas, tubulações e equipamentos de processo ao ar livre, em uma planta com estruturas e cercas.
Foto: Comunicação/SCGÁS

Infraestrutura energética em Santa Catarina avança para ampliar a competitividade industrial no Oeste.

⚡ A SCGÁS lançou a Chamada Pública nº 015/26 para selecionar fornecedores de gás natural e biometano destinados à futura rede local de distribuição de Chapecó. O projeto prevê demanda entre 10 mil e 30 mil m³ por dia e tem início de fornecimento estimado para o quarto trimestre de 2027. A iniciativa contempla soluções de suprimento, transporte e integração à infraestrutura regional.

A expansão da infraestrutura energética fortalece a competitividade das cadeias produtivas de Santa Catarina, especialmente nos segmentos industrial, agroindustrial e logístico do Oeste. O acesso a fontes energéticas mais estáveis e diversificadas tende a ampliar a atratividade para novos investimentos, aumentar a eficiência operacional e estimular projetos alinhados à transição energética.

O movimento reforça a interiorização da infraestrutura de gás e o crescimento do biometano como alternativa estratégica para a indústria catarinense. Gestores de comércio exterior devem acompanhar a evolução do projeto, avaliar impactos nos custos energéticos de suas operações e monitorar oportunidades ligadas à expansão industrial, sustentabilidade e novos investimentos produtivos na região.

“Taxação de produtos brasileiros em 25% pelos EUA ameaça exportações de SC”

Publicado: 02/06/2026

Vista de um navio cargueiro atracado a um cais com containeres vermelhos e brancos e um pórtico de carga verde realizando movimentação de cargas no porto, com mar e céu azul ao fundo.
Exportações de SC para os EUA somam R$ 330,8 milhões no ano até abril. (foto: Porto Itapoá / Divulgação)

Tarifa adicional de 25% dos EUA pode atingir até 74,8% das exportações de Santa Catarina.

📈 A recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) prevê uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com potencial impacto significativo para Santa Catarina. Segundo análise da FIESC, apenas entre 25,2% e 41,2% da pauta exportadora catarinense para os EUA estaria isenta da medida. Até abril de 2026, as exportações catarinenses ao mercado norte-americano somaram R$ 330,8 milhões.

A preocupação é maior devido ao perfil industrial das vendas externas de Santa Catarina, concentradas em produtos manufaturados. Setores como metal-mecânico, têxtil, máquinas e equipamentos podem enfrentar perda de competitividade em um dos principais mercados compradores da indústria catarinense, elevando custos para importadores norte-americanos e pressionando margens dos exportadores.

A tendência é de intensificação das discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos durante o período de consulta pública da proposta. Exportadores devem revisar imediatamente seus códigos tarifários, verificar se seus produtos constam entre as cerca de 1,7 mil exceções previstas e avaliar estratégias de diversificação de mercados para reduzir a exposição a possíveis barreiras comerciais.

“Porto de Itajaí recebe draga Utrecht nesta quinta-feira e reforça manutenção das profundidades do canal de acesso”

Publicado: 02/06/2026

Créditos de contêineres de transporte com as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil ao fundo, com o símbolo de 0 e 0 entre os contêineres, representando comércio internacional e comparação entre países.
Publicado por Sylvia Schandert.

Tarifa de 25% amplia riscos na cadeia de suprimentos entre Brasil e Estados Unidos.

🌍 O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu sua investigação contra o Brasil e propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, ainda passará por consulta pública antes de eventual implementação. O documento prevê exceções para diversos itens, incluindo carne bovina, café, aeronaves, fertilizantes, produtos farmacêuticos e químicos. O prazo legal para definição das medidas é 15 de julho de 2026.

A proposta eleva a incerteza para exportadores brasileiros com exposição ao mercado norte-americano. Setores industriais, manufatureiros e cadeias globais dependentes do fluxo bilateral podem enfrentar revisões de custos, margens e estratégias comerciais. O avanço das tarifas também pode provocar redirecionamento de fluxos logísticos, revisão de contratos internacionais e maior volatilidade em negociações comerciais entre os dois países.

A tendência aponta para um ambiente de comércio internacional mais sujeito a barreiras tarifárias e disputas regulatórias. Gestores de comércio exterior devem monitorar a lista definitiva de exceções, avaliar a dependência do mercado norte-americano em suas exportações e revisar cenários de precificação, contratos e diversificação de mercados antes da definição final prevista para julho de 2026.

“CDLs de Santa Catarina visitam Porto de Imbituba e conhecem operações portuárias”

Publicado: 02/06/2026

Grupo de profissionais uniformizados com coletes amarelos e capacetes de segurança em uma plataforma industrial, em frente a grandes estruturas metálicas e guindastes no porto
Foto: Divulgação

Entidades empresariais visitam operações do Porto de Imbituba e reforçam diálogo sobre infraestrutura em Santa Catarina.

⚓ Representantes das CDLs da Região Sul de Santa Catarina realizaram uma visita institucional ao Porto de Imbituba em 27 de maio. A comitiva participou de apresentações sobre a estrutura portuária, conheceu as operações no cais e discutiu a relevância estratégica do complexo para a economia catarinense e nacional. A agenda integrou ações de aproximação entre entidades empresariais e instituições estratégicas do estado.

A iniciativa amplia o entendimento do setor produtivo sobre a infraestrutura logística de Santa Catarina. Cadeias como agroindústria, cerâmica, têxtil e metal-mecânica dependem de portos eficientes para manter competitividade nos mercados nacional e internacional. A aproximação entre lideranças empresariais e operadores logísticos favorece discussões sobre investimentos, capacidade operacional e desenvolvimento regional.

A tendência é de fortalecimento da integração entre infraestrutura e setor privado na construção de soluções para o crescimento econômico. Gestores de comércio exterior podem aproveitar este movimento para ampliar o relacionamento com entidades empresariais, acompanhar projetos logísticos estratégicos e identificar oportunidades que contribuam para maior eficiência nas operações de importação e exportação.

“Ministro da Agricultura destaca parceria entre governo e setor privado”

Publicado: 02/06/2026

Reunião em plenário com pessoas sentadas ao redor de uma mesa, durante sessão na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com membros ao fundo diante do brasão.
© Beatriz Batalha/ MAPA.

Agronegócio amplia abertura para 616 mercados e impulsiona exportação brasileira.

🏭 O ministro da Agricultura destacou avanços do agronegócio brasileiro, com a ampliação dos mercados internacionais abertos de 555 para 616 e meta de alcançar 700 destinos comerciais. Entre os destaques estão a abertura do mercado do Vietnã, o fortalecimento da presença na China e a previsão de R$ 550 bilhões para o próximo Plano Safra. O setor representa 25% do PIB nacional, gera 38 milhões de empregos e responde por metade das exportações brasileiras.

A expansão do acesso a mercados fortalece a competitividade dos exportadores brasileiros e amplia oportunidades para cadeias ligadas ao agronegócio. Empresas dos segmentos de proteínas, grãos, alimentos processados e insumos agrícolas podem se beneficiar da diversificação de destinos e da redução da dependência de mercados específicos. O avanço da infraestrutura rural também tende a melhorar o fluxo logístico das cargas destinadas ao comércio exterior.

A tendência é de maior integração entre diplomacia comercial, inovação tecnológica e expansão das exportações. Gestores devem revisar sua estratégia de internacionalização, identificar mercados recentemente habilitados para seus produtos e avaliar oportunidades comerciais alinhadas ao próximo ciclo do Plano Safra e ao crescimento da demanda global por alimentos.

“Entenda por Que Sucesso do Pix Virou Argumento para os EUA Aplicarem Tarifa Punitiva no Brasil”

Publicado: 02/06/2026

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, aparece em um discurso ou evento, com a bandeira dos EUA ao fundo, levantando a mão em saudação.
Getty Images

Investigação comercial dos EUA cita Pix 20 vezes e amplia debate sobre comércio exterior Brasil.

📈 O sistema Pix tornou-se um dos três principais eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Section 301, utilizada para justificar a tarifa punitiva de 25% aplicada ao Brasil. O relatório do USTR menciona o Pix 20 vezes em 107 páginas e questiona a atuação simultânea do Banco Central como regulador e operador do sistema. Em 2025, o Pix registrou cerca de 79,8 bilhões de transações e movimentou R$ 35,36 trilhões.

A inclusão do Pix amplia o escopo da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos para além de tarifas e acesso a mercados. Para importadores e exportadores brasileiros, especialmente aqueles inseridos em cadeias internacionais de suprimentos, o movimento sinaliza o uso crescente de temas regulatórios e tecnológicos como instrumentos de negociação comercial. Empresas que acompanham mudanças regulatórias e riscos geopolíticos tendem a responder com maior agilidade a novos obstáculos comerciais.

A tendência aponta para disputas internacionais cada vez mais ligadas a tecnologia, serviços digitais e infraestrutura financeira. Gestores de comércio exterior devem revisar sua matriz de riscos internacionais, monitorar possíveis desdobramentos da investigação americana e avaliar impactos indiretos em contratos, pagamentos internacionais e estratégias de acesso ao mercado norte-americano.

“Porto espanhol vira rota estratégica para a indústria de SC driblar restrições dos EUA”

Publicado: 02/06/2026

Navio de carga azul atracado em um porto, com guindastes e estruturas portuárias ao fundo, água azul e céu com nuvens claras.
Porto de Las Palmas. Foto: AdobeStock

Parceria com porto espanhol amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina na Europa e África.

📦 A FIESC promoveu um webinar com a Autoridade Portuária de Las Palmas, na Espanha, reforçando alternativas logísticas para a indústria catarinense em meio à proposta dos EUA de aplicar tarifa de 25% sobre importações brasileiras. O porto espanhol é apresentado como um hub estratégico entre Europa, África e América. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha e importou US$ 322 milhões do país.

A iniciativa amplia as opções de acesso internacional para setores relevantes da indústria SC, como agroindústria, metalmecânico, madeira, móveis e tecnologia. A diversificação de mercados reduz a dependência de destinos específicos e fortalece a competitividade das cadeias produtivas catarinenses que operam por portos e aeroportos do estado.

A tendência é de maior aproximação comercial entre empresas catarinenses e o mercado europeu, especialmente com o avanço do acordo Mercosul-União Europeia. Gestores de comércio exterior podem revisar sua estratégia de mercados-alvo, avaliar oportunidades na Europa e verificar antecipadamente requisitos técnicos e regulatórios exigidos para exportação.

“Porto de Itajaí bate recorde com novas rotas internacionais e investimento de R$ 9 milhões da JBS Terminais”

Publicado: 02/06/2026

Foto: JBS

Porto de Itajaí alcança 12 linhas internacionais e recebe aporte logístico de R$ 9 milhões.

⚓ O Porto de Itajaí ampliará sua conectividade internacional com a chegada das linhas UCLA/Gulf to SAEC String 1 e BOSSA NOVA/SIRIUS 1. A expansão eleva para 12 o número de serviços regulares de navegação do terminal. A JBS Terminais também anunciou investimento de R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões para operações internas. Em abril, o porto registrou sua maior movimentação histórica, superando 44,8 mil TEUs.

A ampliação fortalece o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu como um dos principais corredores logísticos para exportação de proteínas animais, alimentos refrigerados e produtos do agronegócio. As novas conexões com Estados Unidos, Caribe e Mediterrâneo ampliam opções de transporte internacional para exportadores catarinenses e aumentam a competitividade logística da região.

A tendência aponta para maior diversificação de rotas e incremento da capacidade operacional no Sul do Brasil. Empresas que exportam ou importam por Santa Catarina devem revisar suas malhas logísticas, avaliar novas alternativas de serviço marítimo e negociar espaços com antecedência para aproveitar as oportunidades geradas pela expansão da conectividade internacional do Porto de Itajaí.

“Mercosul e Canadá avançam em acordo comercial”

Negociações avançam em cinco capítulos e ampliam perspectivas para o comércio exterior Brasil-Canadá.

🤝 As negociações entre Mercosul e Canadá registraram avanços em cinco capítulos durante a rodada realizada em Toronto. Os progressos envolveram tarifas, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos. As tratativas podem ampliar o acesso de produtos como carnes, grãos, frutas, açúcar, soja e etanol ao mercado canadense, além de facilitar a importação de fertilizantes.

Para o comércio exterior brasileiro, o acordo tem potencial para fortalecer a competitividade das exportações agroindustriais e reduzir custos de produção no campo. A possível diminuição das tarifas sobre proteínas animais e outros produtos agrícolas pode abrir novas oportunidades comerciais para exportadores nacionais, incluindo empresas que operam pelos portos de Santa Catarina.

A tendência é de intensificação das negociações e maior integração comercial entre os mercados. Gestores de importação e exportação podem revisar oportunidades de expansão para o Canadá, avaliar impactos nas cadeias de suprimentos e monitorar possíveis mudanças tarifárias que afetem contratos, fornecedores e estratégias de abastecimento nos próximos meses.

“Governo do Estado inaugura revitalização da SC-486 e autoriza aumento de velocidade em trecho da rodovia durante abertura da Fenajeep em Brusque”

Publicado: 03/06/2026

Foto em evento ao ar livre com um painel e placa de inauguração em frente a uma estrutura branca, com autoridades e participantes posando em grupo.
Investimento de R$ 12,4 milhões garante melhorias na Antônio Heil entre Itajaí e Brusque; limite passa de 80 km/h para 100 km/h em trecho de mais de seis quilômetros após estudos técnicos – Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC

SC-486 recebe R$ 12,4 milhões em melhorias e amplia velocidade para 100 km/h em trecho de 6 km.

⚡ O Governo de Santa Catarina inaugurou a revitalização dos 47,7 quilômetros da SC-486 (Rodovia Antônio Heil), ligação estratégica entre Itajaí e Brusque. A obra recebeu investimento de R$ 12,4 milhões e incluiu recuperação do pavimento, nova sinalização e melhorias na drenagem. Também foi autorizado o aumento do limite de velocidade de 80 km/h para 100 km/h em um trecho superior a seis quilômetros, após estudos técnicos.

A rodovia é um importante corredor logístico para a indústria catarinense, conectando polos têxteis, metal-mecânicos e de serviços ao Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu. A melhoria das condições de tráfego contribui para maior previsibilidade operacional, redução de deslocamentos e melhor integração entre centros produtivos e estruturas de exportação e importação do estado.

A tendência é de ampliação dos investimentos em infraestrutura para aumentar a competitividade regional. Gestores de logística e supply chain podem revisar rotas terrestres, recalcular tempos de trânsito e identificar oportunidades de otimização na distribuição e no abastecimento entre o Vale do Itajaí e outras regiões de Santa Catarina.

“Governo amplia acesso ao Plano Brasil Soberano”

Publicado: 03/06/2026

© Ricardo Botelho/Minfr

Plano Brasil Soberano reduz para 1% a perda mínima para acesso a crédito à exportação.

📈 O governo federal ampliou o acesso ao Plano Brasil Soberano ao reduzir de 5% para 1% o impacto mínimo no faturamento exigido para solicitação de crédito. A nova regra entra em vigor em 8 de junho e beneficia exportadores industriais e fornecedores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos ou pelos conflitos no Oriente Médio. Até o momento, o programa registrou R$ 6,7 bilhões em pedidos de financiamento, com R$ 1,6 bilhão aprovado.

A medida amplia a proteção financeira para empresas brasileiras inseridas no comércio exterior, especialmente dos setores automotivo, metalúrgico, moveleiro, químico, farmacêutico, têxtil e de máquinas. A flexibilização permite que empresas com impactos menores, mas relevantes, tenham acesso a capital para preservar operações, investimentos e competitividade internacional.

A tendência é de fortalecimento dos mecanismos públicos de apoio à exportação em um ambiente global mais volátil. Gestores devem avaliar imediatamente a elegibilidade de suas empresas na plataforma Gov.br, revisar indicadores de faturamento vinculados às exportações e identificar oportunidades de financiamento para inovação, ampliação produtiva e adaptação de produtos aos mercados internacionais.

“Exportações para Estados Unidos caem 14% em maio”

Publicado: 03/06/2026

Homem usando óculos de armação metálica e terno escuro em entrevista coletiva, falando ao microfone em uma sala de conferências.
© Wilson Dias/Agência Brasil

Exportações para os EUA somam US$ 3,09 bilhões e recuam 14% em maio no comércio exterior Brasil.

📈 As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio de 2026, totalizando US$ 3,09 bilhões. As importações recuaram 11%, para US$ 3,21 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 121 milhões no mês. No acumulado de janeiro a maio, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 14,01 bilhões, queda de 16%, enquanto a participação dos EUA na pauta exportadora brasileira caiu de 12% para 9,7%.

A desaceleração das vendas aos Estados Unidos reforça a necessidade de diversificação de mercados para exportadores brasileiros. Ao mesmo tempo, a China ampliou sua relevância, absorvendo US$ 10,5 bilhões em exportações brasileiras apenas em maio e elevando sua participação para 32,9% da pauta nacional. Empresas de Santa Catarina, especialmente dos setores agroindustrial, têxtil e metal-mecânico, acompanham essas mudanças para ajustar estratégias comerciais e reduzir exposição a mercados mais voláteis.

A tendência aponta para uma reconfiguração gradual dos fluxos comerciais globais, sem indicar ruptura estrutural no curto prazo. Gestores devem revisar a concentração geográfica de clientes, monitorar oportunidades em mercados asiáticos e avaliar impactos tarifários nas operações atuais. Atualizar cenários de demanda e custos internacionais nas próximas semanas pode ampliar a capacidade de resposta às mudanças do comércio global.

“Superávit comercial cresce 10,8% em maio puxado por soja e cobre”

Publicado: 03/06/2026

© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Comércio exterior Brasil registra superávit de US$ 7,823 bilhões em maio com avanço das exportações.

📈 O superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 7,823 bilhões em maio, crescimento de 10,8% frente ao mesmo mês de 2025. As exportações somaram US$ 31,904 bilhões (+6,6%), enquanto as importações atingiram US$ 24,081 bilhões (+5,3%). O resultado foi impulsionado principalmente pela soja, que adicionou US$ 804,1 milhões às vendas externas, e pelo minério de cobre, com avanço de US$ 617,9 milhões.

O desempenho reforça a capacidade do comércio exterior brasileiro de sustentar resultados positivos mesmo em um ambiente global marcado por volatilidade geopolítica e oscilações de preços das commodities. Para importadores e exportadores, especialmente aqueles que operam pelos portos de Santa Catarina, o aumento das exportações agroindustriais, minerais e da indústria de transformação contribui para maior movimentação logística e previsibilidade operacional.

A tendência indica continuidade do fortalecimento das exportações em 2026, com projeção oficial de superávit de US$ 72,1 bilhões no ano. Gestores devem revisar projeções de demanda, capacidade logística e contratos de transporte internacional nas próximas semanas, aproveitando o aquecimento dos fluxos comerciais e monitorando setores com maior crescimento, como agronegócio, mineração e indústria de transformação.

“Governador inaugura obras de revitalização do Aeroporto de Videira e autoriza compra de estação meteorológica”

Publicado: 04/06/2026

Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC

Investimento de R$ 4,9 milhões moderniza aeroporto em Santa Catarina e amplia capacidade operacional.

⚡ O Governo de Santa Catarina inaugurou a revitalização do Aeroporto Ângelo Ponzoni, em Videira, com investimento de R$ 4,9 milhões. As obras incluíram restauração da pista, áreas de taxiamento, pátio, sinalização horizontal e implantação do sistema PAPI. Também foi autorizada a compra de uma estação meteorológica estimada em R$ 3,8 milhões.

A modernização fortalece a infraestrutura aeroportuária catarinense e amplia a conectividade regional. Cadeias produtivas como agroindústria, alimentos, metal-mecânico e tecnologia ganham maior suporte logístico para deslocamentos corporativos, operações de aviação geral e futuras oportunidades de integração multimodal com portos e rodovias do estado.

A tendência é de continuidade dos investimentos em infraestrutura logística regional para aumentar a competitividade de Santa Catarina. Gestores de comércio exterior podem revisar seus mapas logísticos, identificar oportunidades de acesso mais ágil ao Meio-Oeste catarinense e acompanhar projetos aeroportuários que possam reduzir tempos de deslocamento e ampliar a eficiência operacional.

Conclusão

A semana revelou três movimentos centrais para o Comércio Exterior: o recorde de conectividade do Porto de Itajaí, com 12 linhas internacionais, o superávit brasileiro de US$ 7,823 bilhões em maio e o avanço das discussões tarifárias entre Brasil e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, novas exigências sanitárias da China ampliaram o peso da conformidade regulatória. Os principais riscos concentram-se no aumento de barreiras comerciais e na necessidade de adaptação rápida a novos requisitos internacionais.

Por outro lado, surgem oportunidades relevantes para empresas que atuam em Importação e Exportação. A expansão das rotas entre Brasil e Europa, incluindo a nova ligação direta com Bruxelas, amplia alternativas logísticas para cargas estratégicas. O avanço das negociações entre Mercosul e Canadá e o fortalecimento das conexões com mercados europeus também podem reduzir dependências comerciais. A tendência estrutural observada é clara: cadeias globais mais diversificadas, resilientes e menos concentradas em poucos mercados ou corredores logísticos.

Diante desse cenário, sua operação está preparada para responder rapidamente às mudanças regulatórias, geopolíticas e logísticas que estão redefinindo a competitividade internacional nos próximos meses?

FAQ da semana

O que representa a ampliação para 12 linhas internacionais no Porto de Itajaí?

A ampliação aumenta a conectividade marítima de Santa Catarina com mercados estratégicos das Américas, Caribe e Mediterrâneo. Isso gera mais opções logísticas, reduz riscos de concentração operacional e amplia a competitividade dos exportadores.

Como as novas tarifas dos Estados Unidos podem impactar exportadores brasileiros?

A proposta prevê uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Caso implementada, poderá reduzir competitividade, aumentar custos para compradores americanos e estimular a busca por mercados alternativos.

Qual foi o resultado da balança comercial brasileira em maio de 2026?

O Brasil registrou superávit de US$ 7,823 bilhões, crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações de soja e cobre.

O que muda com as novas exigências da China para alimentos importados?

O novo Decreto 280 amplia controles sanitários, requisitos de rastreabilidade e obrigações de registro para exportadores. Empresas devem revisar documentação e processos para evitar restrições de acesso ao mercado chinês.

Como o acordo Mercosul-Canadá pode beneficiar empresas brasileiras?

O avanço das negociações poderá reduzir barreiras tarifárias, ampliar acesso ao mercado canadense e facilitar o comércio de produtos agroindustriais, alimentos, grãos e insumos estratégicos.

 

Qual a importância da nova rota aérea direta entre Brasil e Bélgica?

A ligação São Paulo–Bruxelas amplia a capacidade logística para cargas urgentes e de alto valor agregado. O corredor fortalece o comércio Brasil-Europa e reduz tempos de trânsito para diversos segmentos industriais.

Por que o monitoramento do El Niño é importante para o Porto de Itajaí?

Eventos climáticos podem afetar navegabilidade, infraestrutura e fluxo de cargas. O monitoramento preventivo permite antecipar riscos operacionais e reduzir impactos nas cadeias logísticas.

Balança Comercial

Atualizado em 03/06/2026

Comércio Exterior Brasileiro

US$ bilhões (FOB)

 
31,9 24,1 56,0 + 7,8
Exportação
Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Maio/2026
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