[NEWS]COMEX - Week 10 | 2026

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“Economia brasileira desacelera em 2025; PIB tem menor resultado desde a pandemia”

Publicado: 03/03/2026

Economia brasileira desacelera em 2025; PIB tem menor resultado desde a pandemia
Economia brasileira desacelera e tem menor resultado desde a pandemia

Safra recorde sustenta exportações, mas juros elevados freiam indústria, investimentos e reduzem o ritmo de crescimento do país.

📊 A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, registrando o menor avanço desde a pandemia, em um cenário marcado por juros elevados e desaceleração dos investimentos. Para o Comércio Exterior, o principal vetor positivo foi a agropecuária, com alta de 11,7%, impulsionada por safra recorde de milho e soja e forte demanda da China, principal destino das exportações brasileiras do setor.

O desempenho do campo reforçou a pauta exportadora e contribuiu para a geração de divisas, sustentando parte relevante da atividade econômica. Já o setor de serviços, embora ainda positivo, perdeu ritmo, refletindo o impacto do crédito mais caro sobre consumo e negócios.

Na indústria, o avanço foi limitado a 1,4%, o pior resultado desde 2020. A indústria de transformação sentiu diretamente o custo financeiro elevado, reduzindo investimentos em máquinas, equipamentos e ampliação de capacidade produtiva — fator que impacta tanto a competitividade das exportações quanto a dinâmica das importações de bens de capital.

A indústria extrativa teve desempenho mais robusto, apoiada pelo setor de óleo e gás, enquanto segmentos como construção e transformação enfrentaram maior dificuldade. A taxa de investimento caiu para 16,8% do PIB, abaixo da média global e de economias emergentes, sinalizando menor fôlego para expansão produtiva futura.

No cenário internacional, a perda de posições do Brasil no ranking global de crescimento reforça a necessidade de ajustes estruturais para ampliar competitividade, reduzir custos e estimular ciclos sustentáveis de investimento — fatores essenciais para fortalecer a balança comercial e a inserção estratégica do país no comércio internacional.

“Assembleia que escolheria novo líder supremo do Irã é atacada por Israel”

Publicado: 03/03/2026

Assembleia que escolheria novo líder supremo do Irã é atacada por Israel
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que o prédio da Assembleia de Peritos, em Qom, foi completamente destruído - (crédito: Reprodução/X/@NiohBerg)

Escalada militar amplia tensão no Oriente Médio e eleva riscos geopolíticos com possíveis reflexos sobre energia e rotas estratégicas globais.

🌍 Um ataque conduzido por Israel e Estados Unidos atingiu um prédio em Qom, no Irã, onde, segundo a agência Tasnim, ocorreria uma assembleia ligada à escolha do novo líder supremo do país. A mídia iraniana negou que os 88 aiatolás estivessem reunidos no momento do ataque, classificando as informações sobre a reunião como operação psicológica.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que os bombardeios tiveram como alvo um complexo estratégico, incluindo estruturas ligadas à presidência iraniana, ao Conselho Supremo de Segurança Nacional e instalações militares.

Para o Comércio Exterior, a escalada no Oriente Médio acende alerta imediato sobre estabilidade regional, sobretudo considerando o papel estratégico do Irã nas cadeias globais de energia e sua proximidade com o Estreito de Ormuz — rota essencial para o transporte marítimo de petróleo.

Um agravamento do conflito pode impactar preços internacionais do petróleo, custos de frete marítimo, prêmios de seguro e a previsibilidade logística nas rotas entre Ásia, Europa e América. Países importadores de energia tendem a sentir reflexos diretos na balança comercial, enquanto exportadores podem enfrentar volatilidade nos contratos.

Além disso, o aumento da tensão geopolítica amplia riscos cambiais, pressiona mercados financeiros e pode influenciar decisões de investimento global, afetando fluxos comerciais e a dinâmica das exportações e importações em diversos mercados estratégicos.

“Governador anuncia investimento do Estrada Boa Rural e inaugura nova linha de energia em Faxinal dos Guedes”

Publicado: 03/03/2026

Governador anuncia investimento do Estrada Boa Rural e inaugura nova linha de energia em Faxinal dos Guedes
Foto: Roberto Zacarias / SECOM

Obras de pavimentação rural e expansão da rede elétrica reforçam infraestrutura logística e produtiva no Oeste catarinense.

🚜 O governo de Santa Catarina anunciou novos investimentos em infraestrutura no município de Faxinal dos Guedes, no Oeste do estado, com foco em melhorar a logística do agronegócio e fortalecer a capacidade produtiva regional. As iniciativas incluem a pavimentação de estradas rurais e a inauguração de uma nova linha de distribuição de energia, medidas que impactam diretamente a competitividade das cadeias produtivas ligadas à exportação.

Por meio do Programa Estrada Boa Rural, foi confirmada a pavimentação de 9,7 quilômetros na comunidade de Barra Grande, com investimento superior a R$ 16 milhões. A obra busca melhorar o escoamento da produção agrícola, reduzir custos logísticos e ampliar a segurança no transporte de cargas, fatores fundamentais para regiões com forte presença do agronegócio exportador.

A melhoria da infraestrutura rodoviária rural é considerada estratégica para aumentar a eficiência do transporte até centros logísticos, indústrias processadoras e portos de exportação, reduzindo gargalos na cadeia de suprimentos e no fluxo de mercadorias.

Além da pavimentação, foi inaugurada uma nova linha de distribuição de energia em alta tensão (138 kV) com 11,65 quilômetros de extensão, totalizando investimentos de R$ 19,28 milhões. O projeto contou com aportes da empresa Avelino Bragagnolo e da Celesc, por meio de incentivo fiscal de ICMS concedido pelo governo estadual.

A nova infraestrutura energética permitirá maior estabilidade no fornecimento de energia, capacidade de expansão industrial e suporte ao crescimento de atividades produtivas, especialmente no setor agroindustrial da região.

Para o comércio exterior, iniciativas como essas fortalecem a base logística e produtiva do interior catarinense, facilitando a movimentação de mercadorias e ampliando a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional.

Com investimentos em energia e mobilidade, o estado busca criar condições para atrair novos investimentos, expandir a produção e sustentar o crescimento das exportações, especialmente em regiões com forte vocação agroindustrial.

“Ibovespa tomba 3% em dia de aversão global ao risco; dólar sobe a R$ 5,26”

Publicado: 03/03/2026

Ibovespa tomba 3% em dia de aversão global ao risco; dólar sobe a R$ 5,26
Painel eletrônico na B3, em São Paulo • 06/07/2023 REUTERS/Amanda Perobelli

Escalada do conflito no Oriente Médio impulsiona petróleo, pressiona câmbio e amplia volatilidade nos mercados emergentes.

🌍 A forte aversão global ao risco provocada pelo avanço do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã impactou diretamente os mercados brasileiros, derrubando o Ibovespa e elevando o dólar para R$ 5,26. O movimento reflete a busca por ativos mais seguros diante do temor de interrupções no mercado global de energia.

A alta expressiva do petróleo Brent, impulsionada pela ameaça iraniana ao Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio marítimo de petróleo — ampliou as preocupações com inflação global e custos logísticos. Para o Comércio Exterior, o cenário sinaliza possível aumento no frete internacional, no bunker (combustível marítimo) e nos prêmios de seguro.

A valorização do dólar tende a impactar diretamente operações de importação, elevando custos de insumos, máquinas e produtos acabados. Por outro lado, pode favorecer exportadores ao aumentar a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional, especialmente commodities como petróleo, grãos e minério.

Apesar da turbulência externa, o Brasil acumula entrada relevante de capital estrangeiro em 2026 e mantém valorização no ano. O PIB de 2025, divulgado pelo IBGE, cresceu 2,3%, confirmando desaceleração frente a 2024, em ambiente de juros elevados.

O contexto geopolítico reforça a importância de estratégias cambiais, gestão de risco e planejamento logístico para empresas que atuam com importação e exportação, diante de um cenário de maior volatilidade internacional.

“Secretaria do Planejamento prepara estudo técnico sobre os empregos na Economia do Mar em SC”

Publicado: 04/03/2026

Secretaria do Planejamento prepara estudo técnico sobre os empregos na Economia do Mar em SC
Foto: Eduardo Valente / GOVSC

Levantamento inédito aponta que atividades ligadas ao mar responderam por 13% das novas vagas no estado, com destaque para logística, engenharia e hotelaria.

🚢 A Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina prepara um estudo técnico inédito sobre os empregos na Economia do Mar em Santa Catarina, segmento estratégico para o Comércio Exterior catarinense. Dados preliminares indicam que, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o setor concentrou cerca de 13% das novas vagas formais no estado, com mais de 7 mil postos de trabalho.

A segmentação, baseada em microdados de emprego, será detalhada em edição especial do Informativo Mensal de Emprego. O conceito de Economia do Mar segue diretrizes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que considera as atividades que produzem bens e serviços relacionados ao ambiente marítimo.

Entre os segmentos contemplados estão pesca, aquicultura, construção de embarcações, transporte marítimo, armazenagem, engenharia e hotelaria — setores diretamente conectados à infraestrutura portuária e às cadeias logísticas internacionais.

Nos últimos 12 meses, destacaram-se depósitos de mercadorias para terceiros, serviços de engenharia e hotéis, que juntos responderam por mais de 35% do saldo de empregos da Economia do Mar no estado.

Para o Comércio Exterior, os dados reforçam a relevância da estrutura marítima catarinense, especialmente em regiões portuárias como o Complexo do Rio Itajaí-Açu, evidenciando como logística, armazenagem e serviços técnicos sustentam a competitividade das operações de importação e exportação em Santa Catarina.

“Eficiência logística portuária e multimodalidade são debatidas no Infra Sul GRI 2026”

Publicado: 04/03/2026

Encontro reuniu lideranças do setor para discutir investimentos, integração de modais e novos modelos regulatórios voltados à competitividade da infraestrutura logística brasileira.

🚢 A eficiência da infraestrutura logística e a integração entre diferentes modais de transporte estiveram no centro das discussões do Infra Sul GRI 2026, evento realizado em Porto Alegre que reuniu lideranças do setor público e privado para debater o futuro da logística e da infraestrutura no Brasil.

Durante o encontro, representantes da Autoridade Portuária Federal – CODEBA e do Porto de Itajaí participaram de painéis estratégicos voltados ao fortalecimento da competitividade do sistema portuário brasileiro, destacando a importância da multimodalidade para ampliar a eficiência no transporte de cargas.

No painel sobre eficiência logística multimodal, foram apresentados dados de movimentação portuária, projeções de crescimento e desafios estruturais que ainda precisam ser superados para consolidar um sistema logístico mais integrado e competitivo.

A discussão reforçou que a articulação entre modais rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário é fundamental para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência operacional e fortalecer o posicionamento do Brasil no comércio internacional.

O Porto de Itajaí também apresentou os avanços registrados após sua federalização, destacando iniciativas voltadas à reorganização operacional, planejamento estratégico e desenvolvimento de novos projetos logísticos com foco em integração regional.

Outro ponto relevante foi o debate sobre novos modelos de financiamento e regulação, incluindo concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), considerados essenciais para destravar investimentos em infraestrutura logística.

Além da agenda portuária, o evento abordou temas como expansão da malha logística, gestão de recursos hídricos, saneamento, transição energética e infraestrutura social, todos considerados fatores que impactam diretamente o desenvolvimento econômico.

Para o setor de Comércio Exterior, a melhoria da infraestrutura portuária e a ampliação da multimodalidade são elementos estratégicos para aumentar a eficiência das operações de importação e exportação, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

A participação das autoridades portuárias no evento reforça o compromisso institucional com a modernização da logística nacional, ampliando o diálogo entre governo e iniciativa privada para viabilizar projetos estruturantes e impulsionar o comércio internacional do país.

“Governo do Estado apresenta para a Embaixada de Ruanda programas para o desenvolvimento agropecuário”

Publicado: 04/03/2026

Governo do Estado apresenta para a Embaixada de Ruanda programas para o desenvolvimento agropecuário
Potenciais do agronegócio de SC são apresentados para comitiva da Ruanda – Fotos: Andréia C.Oliveira/Sape

Encontro reforça potencial de cooperação técnica e abertura de mercado para proteínas, lácteos e tecnologia agro catarinense na África.

🌎 O Governo de Santa Catarina apresentou à Embaixada de Ruanda seu modelo público de desenvolvimento agropecuário, abrindo caminho para futuras parcerias técnicas e comerciais. O encontro ocorreu na sede da Epagri, em Florianópolis, com foco na troca de experiências e ampliação de oportunidades bilaterais.

Ruanda demonstrou interesse em agregar valor à sua produção agrícola e ampliar a oferta de leite, atualmente com déficit diário de 7 mil litros. O país africano exporta produtos como café, chá, pimenta e abacate, e busca fortalecer sua cadeia produtiva com apoio técnico internacional.

Santa Catarina, mesmo com apenas 1% do território nacional, lidera a produção de proteína animal no Brasil e exporta produtos agropecuários para mais de 150 países, graças à estrutura de sanidade e rastreabilidade coordenada pela Cidasc. O estado é destaque na exportação de suínos, aves, moluscos e lácteos.

O modelo catarinense integra políticas públicas, inovação tecnológica, extensão rural e cooperativismo, com foco no aumento de produtividade e sustentabilidade — diferencial competitivo relevante para mercados internacionais.

Para o Comércio Exterior, a aproximação com Ruanda sinaliza potencial de expansão das exportações catarinenses para a África, seja por meio da venda direta de proteínas e lácteos, seja pela exportação de tecnologia agropecuária e know-how em gestão produtiva, fortalecendo a presença internacional do agronegócio de SC.

“Indicadores econômicos reacendem alerta para a desindustrialização, aponta CNI”

Publicado: 05/03/2026

Indicadores econômicos reacendem alerta para a desindustrialização, aponta CNI
Foto: Shutterstock

Alta dos juros, avanço das importações e baixo investimento pressionam a indústria brasileira e ampliam riscos para a competitividade do setor.

📦 Indicadores recentes da economia brasileira reacenderam o alerta para o avanço do processo de desindustrialização, segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2025, o PIB da indústria de transformação recuou 0,2%, marcando a quinta queda registrada nos últimos sete anos e evidenciando desafios estruturais para o setor produtivo nacional.

De acordo com a entidade, o desempenho fraco está diretamente ligado ao cenário macroeconômico, especialmente ao nível elevado da taxa Selic, que encarece o crédito, reduz investimentos produtivos e limita o consumo de bens industriais. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro tem registrado crescimento acelerado das importações, ampliando a concorrência de produtos estrangeiros sobre a indústria local.

Esse cenário impacta diretamente a competitividade do setor manufatureiro brasileiro nas cadeias globais de produção. Enquanto a indústria de transformação enfrenta retração, o crescimento do PIB industrial em 2025 foi sustentado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 8,6% impulsionada pela produção de petróleo e gás.

Outro fator de preocupação apontado pela CNI é o baixo nível de investimento na economia, que fechou 2025 em 16,8% do PIB, abaixo do patamar superior a 20% observado em anos anteriores e considerado necessário para sustentar crescimento econômico consistente e ganhos de produtividade.

A entidade também alerta que discussões sobre redução da jornada de trabalho, sem avanços prévios em produtividade, podem aumentar custos operacionais das empresas industriais, que já enfrentam forte concorrência internacional. Para o comércio exterior, o enfraquecimento da indústria de transformação pode ampliar a dependência de produtos manufaturados importados, afetando a balança comercial e a capacidade do país de agregar valor às exportações.

“Juiz ordena que a Alfândega dos EUA processe reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump”

Publicado: 05/03/2026

Juiz ordena que a Alfândega dos EUA processe reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump
Ilustração mostra bandeira dos EUA com palavra "tarifas" 10/04/2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Decisão judicial pode obrigar o governo americano a devolver bilhões a importadores após tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte.

📦 Uma decisão do Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos determinou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) inicie o processo de reembolso a importadores que pagaram tarifas consideradas ilegais durante a política comercial da administração Trump. A ordem foi emitida pelo juiz Richard Eaton após a Suprema Corte ter decidido, no mês anterior, que determinadas tarifas foram aplicadas de forma indevida.

A decisão pode resultar na devolução de bilhões de dólares aos importadores, já que o governo norte-americano arrecadou mais de US$ 130 bilhões com essas tarifas ao longo dos últimos anos. No comércio exterior dos EUA, quando uma mercadoria entra no país, o importador paga inicialmente um valor estimado de tributo, que posteriormente é finalizado no processo conhecido como liquidação aduaneira, cerca de 314 dias após a entrada da carga.

Com a nova determinação, o juiz ordenou que as entradas sejam liquidadas sem a cobrança dessas tarifas, permitindo que os importadores recebam reembolsos com juros. Entretanto, a Alfândega dos EUA afirmou que a implementação da medida representa um desafio operacional sem precedentes, já que pode exigir a revisão manual de mais de 70 milhões de registros de importação.

O caso que motivou a decisão foi apresentado pela empresa Atmus Filtration, que alega ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas indevidas. Especialistas em comércio internacional destacam que a decisão pode estabelecer um precedente amplo, garantindo o direito de reembolso a diversos importadores afetados pelas medidas tarifárias.

A medida também evidencia os impactos duradouros das políticas comerciais adotadas durante disputas comerciais internacionais, especialmente nas cadeias globais de suprimentos. Para operadores de comércio exterior, o caso reforça a importância do acompanhamento jurídico e regulatório em mercados estratégicos como o dos Estados Unidos, onde decisões judiciais podem alterar significativamente os custos de importação.

“Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro”

Publicado: 05/03/2026

Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro
Balança comercial tem melhora no mês de fevereiro — Foto: Divulgação/Portos RS

Crescimento das vendas externas de commodities impulsiona resultado positivo, mesmo com impacto das tarifas dos EUA sobre o comércio bilateral.

📦 A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro de 2026, impulsionada principalmente pelo forte crescimento das exportações de petróleo, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa uma recuperação significativa em relação ao mesmo mês de 2025, quando foi registrado déficit de US$ 467 milhões.

No período, as exportações brasileiras somaram US$ 26,3 bilhões, com crescimento de 28,5% na média diária, enquanto as importações alcançaram US$ 22,1 bilhões, apresentando alta mais moderada de 5,7%. O principal destaque foi o aumento das vendas externas de óleos brutos de petróleo, que atingiram US$ 3,7 bilhões, crescimento de 76,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros produtos relevantes da pauta exportadora também registraram desempenho positivo, como soja, minério de ferro, carne bovina e carne de aves, reforçando o peso das commodities na geração de divisas para o país.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a balança comercial apresentou superávit de US$ 8,02 bilhões, avanço expressivo frente aos US$ 1,87 bilhão registrados no mesmo período de 2025, refletindo o aumento das exportações e a estabilidade das importações.

Apesar do resultado positivo, o comércio bilateral com os Estados Unidos apresentou déficit de US$ 265 milhões em fevereiro, influenciado pelas medidas tarifárias impostas durante a política comercial americana. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano caíram 20,3%, enquanto as importações provenientes dos EUA recuaram 16,5%.

Por outro lado, o Brasil ampliou as exportações para outros mercados estratégicos, com destaque para China, União Europeia, México e Oriente Médio, movimento que ajudou a compensar parcialmente os efeitos das restrições comerciais americanas e reforçou a diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

“Estrada Boa: asfalto avança na SC-281 e obra histórica na Grande Florianópolis supera 20% de execução”

Publicado: 05/03/2026

Estrada Boa: asfalto avança na SC-281 e obra histórica na Grande Florianópolis supera 20% de execução
Foto: Leo Munhoz / SECOM

Projeto rodoviário de quase R$ 137 milhões busca melhorar a mobilidade regional e fortalecer o escoamento da produção na Grande Florianópolis.

🚚 O avanço das obras de pavimentação da SC-281, entre os municípios de Angelina e São Pedro de Alcântara, representa um passo importante para a melhoria da infraestrutura logística na região da Grande Florianópolis. O projeto integra o programa estadual Estrada Boa, considerado o maior pacote de investimentos rodoviários da história de Santa Catarina.

A obra conta com investimento aproximado de R$ 137 milhões e prevê a implantação e pavimentação de quase 23 quilômetros de rodovia, com intervenções que incluem terraplenagem, drenagem, alargamento da plataforma e aplicação de base e sub-base antes da pavimentação final.

Até o momento, 2,1 quilômetros já receberam asfalto, enquanto o progresso total da obra, considerando todas as etapas estruturais, ultrapassa 20% de execução. A expectativa do governo estadual é ampliar gradualmente os trechos pavimentados ao longo de 2026.

A pavimentação da SC-281 encerra uma espera histórica de aproximadamente 50 anos das comunidades locais, que enfrentavam dificuldades de deslocamento e limitações logísticas, especialmente em períodos de chuva, quando as condições da estrada comprometiam o transporte de pessoas e cargas.

Para o setor produtivo regional, a melhoria da rodovia deve facilitar o escoamento da produção agrícola e agroindustrial, reduzindo custos de transporte e aumentando a eficiência logística das cadeias produtivas.

Do ponto de vista do comércio exterior, investimentos em infraestrutura rodoviária têm impacto direto na competitividade das exportações, ao melhorar a conexão entre áreas produtoras, centros industriais e corredores logísticos que levam aos portos catarinenses.

O Programa Estrada Boa já soma mais de R$ 5 bilhões em investimentos e mais de 100 obras em todo o estado, incluindo pavimentações, restaurações e ampliações de rodovias estratégicas.

Com a ampliação da conectividade regional, o projeto contribui para fortalecer a integração logística de Santa Catarina, impulsionando o desenvolvimento econômico e criando melhores condições para o transporte de mercadorias destinadas ao mercado interno e internacional.

“Estados americanos anunciam ação judicial contra nova tarifa de Trump”

Publicado: 06/03/2026

Estados americanos anunciam ação judicial contra nova tarifa de Trump
A Suprema Corte americana invalidou boa parte das tarifas impostas por Donald Trump contra parceiros comerciais

Governos estaduais questionam legalidade da medida e afirmam que nova taxa pode elevar custos de importação e pressionar a economia americana.

🌎 Uma coalizão de 20 estados norte-americanos, incluindo Nova York, Califórnia e Pensilvânia, anunciou uma ação judicial contra a nova tarifa de 10% sobre importações imposta pelo presidente Donald Trump. A medida foi adotada após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter invalidado parte das tarifas comerciais anteriores implementadas durante sua política comercial.

Os estados alegam que o governo está aplicando de forma indevida uma lei comercial de 1974, ignorando requisitos legais necessários para justificar a imposição de tarifas emergenciais. Segundo os governadores envolvidos, a nova taxa representa uma tentativa de contornar a decisão judicial e manter barreiras comerciais que já haviam sido consideradas ilegais.

A tarifa foi anunciada como uma medida temporária, válida por 150 dias, período após o qual seria necessária aprovação do Congresso para que ela continue em vigor. No entanto, especialistas apontam que a legislação utilizada pelo governo permite esse tipo de ação apenas em casos de grave desequilíbrio na balança de pagamentos, envolvendo comércio exterior, fluxo financeiro e investimentos internacionais.

Governadores e autoridades estaduais argumentam que a medida pode gerar aumento nos custos de importação, impactando empresas, cadeias produtivas e consumidores nos Estados Unidos. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou a decisão federal, afirmando que as políticas tarifárias podem gerar efeitos negativos para a economia americana e para as relações comerciais internacionais.

Para o comércio exterior, a disputa judicial evidencia a instabilidade regulatória nas políticas tarifárias dos EUA, um fator que pode afetar decisões de importadores, exportadores e investidores globais. O caso também reforça como disputas políticas e jurídicas podem influenciar diretamente a dinâmica do comércio internacional e os custos logísticos nas cadeias globais de suprimentos.

“Entenda a relação comercial do Brasil com Irã e Oriente Médio em 6 gráficos”

Publicado: 06/03/2026

Entenda a relação comercial do Brasil com Irã e Oriente Médio em 6 gráficos
Choques podem afetar setores específicos • Ilustração gerada por IA

Dependência regional em alimentos brasileiros e fertilizantes evidencia riscos logísticos e econômicos diante da escalada de tensões no Oriente Médio.

🌍 A relação comercial entre o Brasil e o Oriente Médio ganha atenção diante das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que podem impactar o fluxo global de commodities agrícolas e energia. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, embora a região represente 4,2% das exportações totais brasileiras, ela é um destino estratégico para produtos do agronegócio.

Entre os principais itens exportados pelo Brasil para o Oriente Médio estão carne de aves, açúcar, milho, soja, minério de ferro, petróleo e café. Em 2025, a região absorveu 32% das exportações brasileiras de milho, 30% das vendas externas de carne de aves e 17% das exportações de açúcar, demonstrando sua relevância para determinados segmentos do comércio exterior brasileiro.

No contexto regional, o Irã ocupa posição relevante como parceiro comercial, sendo o 28º destino das exportações brasileiras e o 72º em importações. Apesar da participação relativamente modesta no total da balança comercial, o país possui forte presença em produtos específicos, como o milho. Em 2025, por exemplo, o Irã foi o maior importador do milho brasileiro, responsável por 23,1% das compras externas do grão.

Além do fluxo de exportações agrícolas, o comércio bilateral também envolve insumos estratégicos. O principal produto importado pelo Brasil do Irã são fertilizantes, que representam mais de 90% das compras brasileiras provenientes do país. Apenas entre janeiro e fevereiro de 2026, o Brasil já importou cerca de US$ 21,6 milhões em fertilizantes iranianos, crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outro ponto de atenção é a dependência global da região para o fornecimento de petróleo e combustíveis, especialmente considerando riscos logísticos em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Qualquer interrupção pode provocar aumento nos preços internacionais de energia e fertilizantes, impactando diretamente os custos de produção agrícola e os preços de alimentos.

Para o comércio exterior brasileiro, o cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos geopolíticos na região, já que alterações nas cadeias logísticas ou nos preços de insumos podem gerar efeitos relevantes na competitividade do agronegócio e nas exportações de commodities do país.

“SC conquista centros tecnológicos de R$ 385 milhões para setor de óleo e gás”

Publicado: 06/03/2026

SC conquista centros tecnológicos de R$ 385 milhões para setor de óleo e gás
Centros serão instalados junto ao Instituto SENAI de Inovação em Joinville

Parceria entre indústria, SENAI e Petrobras impulsiona inovação tecnológica e fortalece a cadeia nacional de fornecedores para o setor energético.

🌍 Santa Catarina receberá investimentos de R$ 385 milhões em centros tecnológicos voltados ao setor de óleo e gás, que serão instalados no Instituto SENAI de Inovação em Joinville. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o SENAI/SC e a Petrobras e tem como objetivo ampliar a capacidade tecnológica da indústria brasileira, fortalecer a cadeia de suprimentos e impulsionar a competitividade nacional.

O principal projeto é o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo), com investimento estimado em R$ 283 milhões, aprovado em chamada pública da Petrobras no âmbito do Consórcio Libra, que reúne empresas globais do setor energético. O centro será dedicado ao desenvolvimento e fabricação de equipamentos de grande porte e alta precisão utilizados na exploração do pré-sal, incluindo conectores de dutos com elevada complexidade técnica.

Além do Cetemo, o projeto inclui a implantação de dois outros centros tecnológicos voltados à robótica e à manufatura a laser, que somam mais de R$ 102 milhões em investimentos e já estão em fase de implementação. Essas estruturas terão foco em inovação industrial, manutenção avançada e automação aplicada ao setor de óleo e gás.

Embora direcionados principalmente ao segmento energético, os novos centros também deverão beneficiar diversas cadeias industriais, como automotiva, aeroespacial, naval, energia, mineração e transporte, ampliando o potencial de desenvolvimento tecnológico e de produção de componentes de alto valor agregado no Brasil.

A iniciativa também busca estimular a nacionalização de tecnologias e o fortalecimento da indústria de fornecedores, reduzindo dependências externas e ampliando a capacidade de produção local de equipamentos estratégicos. O projeto prevê ainda o uso das instalações por empresas parceiras para fabricação de componentes, testes de protótipos e desenvolvimento de novas soluções industriais.

Outro impacto relevante será na formação de profissionais especializados, já que os centros atuarão também em pesquisa aplicada, capacitação técnica e desenvolvimento de talentos para setores industriais estratégicos.

Para o comércio exterior brasileiro, a iniciativa pode contribuir para aumentar a competitividade da indústria nacional em cadeias globais de valor, especialmente em segmentos de alta tecnologia ligados à energia, exploração offshore e manufatura avançada.

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Balança Comercial

Atualizado em 05/03/2026

Comércio Exterior Brasileiro

US$ bilhões (FOB)

 
26,3 22,1 48,4 + 4,2
Exportação
Importação
Corrente de Comércio
Saldo Comercial
Período: Fevereiro/2025
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